Rafael Arbex / Estadão
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Carteira de vacinação será exigida 2 vezes ao ano em creches de SP

Quem estiver sem imunização em dia será orientado a procurar a rede de saúde, mas não perderá a vaga

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

01 Agosto 2018 | 03h00

As creches municipais de São Paulo passarão a fazer o acompanhamento da carteirinha de vacinação dos alunos de até 6 anos, exigindo o documento duas vezes por ano e não mais só no momento da matrícula. As Secretarias de Educação e de Saúde, além da Assistência Social, lançam nesta quarta-feira, 1º, o Plano Municipal da Primeira Infância, que visa a melhorar o acompanhamento da vacinação e da saúde infantil. A exigência começa neste mês.

Segundo o secretário de Educação, Alexandre Schneider, quem estiver sem vacinação em dia será orientado a procurar a rede de saúde, mas não perderá a vaga. “Além disso, vamos criar um cadastro único para as crianças.”

Dessa forma, as escolas poderão acompanhar as informações de saúde dos alunos, e fazer orientações pertinentes aos pais, enquanto as redes de saúde e assistência social terão informações compartilhadas. 

“Hoje, uma criança tem de ter um número de consultas na área da saúde. Se a criança não vai, a gente (creche) não sabe disso. Como a criança terá um registro integrado, a escola poderá avisar aos pais que a criança deveria ter ido. Se a escola percebe que a criança foi vítima de algum tipo de violência, terá mais facilidade de ir para a assistência social”, explica. 

Campanha

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo vai antecipar o início da campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite para o próximo sábado, dia 4, quando cerca de 4 mil postos de imunização fixos e outros 300 volantes estarão abertos.

O início da ação estava previsto para segunda-feira, dia 6, data definida pelo Ministério da Saúde para o início da campanha em todo o País. A iniciativa vai até o dia 31 de agosto.

Levantamento

O Estado de São Paulo vai fazer um levantamento no segundo semestre deste ano para avaliar os motivos que levaram à diminuição da cobertura vacinal na região. Dados divulgados pelo Unicef e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que as taxas de vacinação aumentam no mundo, mas caem no Brasil há três anos.

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