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Casos de dengue aumentam quase 3000% em Ribeirão Preto

Foram confirmados 1.043 diagnósticos da doença nos dois primeiros meses do ano

Rene Moreira,

15 de março de 2013 | 18h17

Boletim da dengue divulgado na tarde desta sexta-feira pela Divisão Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto aponta um aumento de 2.796% nos casos da doença na cidade neste ano. Foram 1.043 diagnósticos confirmados nos dois primeiros meses do ano contra apenas 36 no mesmo período do ano passado.

Apesar da alta, a Secretaria de Saúde informa que os números não indicam uma epidemia da doença na cidade. Para isso, faz uma comparação com os números de 2011, o que resulta em queda, e não do ano passado. O motivo é que 2012 teria sido um ano atípico com relação à dengue em Ribeirão Preto.

Maria Luiza Santa Maria, diretora da Divisão de Planejamento em Saúde da prefeitura, diz que não é possível falar em epidemia. "Não posso avaliar essa situação em números absolutos, mas através de vários indicadores", afirma. Ela cita que hoje são 170 casos para cada 100 mil habitantes o que, segundo ela, não é tão preocupante. Sobre a comparação com o ano passado, ela alega que não vale porque agora é maior a circulação do vírus tipo 4 e a população está mais suscetível a contrair a doença. E compara Ribeirão Preto com Campo Grande (MS) e cidades do Nordeste, onde a situação estaria mais crítica.

A diretora em Saúde conta que os tipos 1, 2 e 3 circulam há muito tempo em Ribeirão, enquanto que o tipo 4 começou a ser registrado em março do ano passado. Então, nessa análise, a população estaria mais propensa a contrair a dengue agora. Maria Luiz afirma que no fim do ano passado a preocupação era grande de que poderia haver uma explosão de casos no município neste início de 2013, mas que apesar do número elevado, está abaixo das expectativas.

Ela falou que hoje gira em torno de 20% o porcentual de casos suspeitos que se confirmam. Esse índice já chegou em outros anos a 80%. "Por isso, não podemos dizer que a situação é tão grave. Além disso, a rede de saúde está conseguindo atender os doentes de forma rápida", justifica.

Criadouro

Para a diretora, a maior preocupação é com a quantidade de criadouros nos imóveis e a positividade das análises. Apesar das campanhas de combate, em cerca de 10% das residências de Ribeirão Preto são localizados criadouros do mosquito transmissor, como vasos, garrafas, latas e outros objetos que armazenam água parada.

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