Wilson Dias/ABr
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Casos de hepatites diminuem no País, mas óbitos sobem 4,7%

Diagnóstico precoce é a melhor forma de lidar com a doenças; sintomas demoram a aparecer

Rafael Moraes Moura,

28 Julho 2011 | 16h38

BRASÍLIA - O número total de óbitos atribuídos às hepatites A, B e C aumentou no ano passado no País, quando comparado a 2009, divulgou nesta quinta-feira o Ministério da Saúde. O dia 28 de julho foi instituído pela Organização Mundial da Saúde como o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.

Em 2010, as três hepatites contabilizadas juntas provocaram 2.518 óbitos, ante 2.406 óbitos verificados em 2009 (alta de 4,65%). Isoladamente, houve aumento do número de óbitos de cada uma delas - na A (de 46 para 52 óbitos), na B (de 481 para 534) e na C (de 1.879 para 1.932).

"Fazer o diagnóstico precoce é a melhor maneira de evitar que os casos se agravem", disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

Embora o número de óbitos tenha subido, o número de casos das três hepatites caiu 26,1%. Separadamente, houve queda no número de casos confirmados de cada uma delas - na A (de 10.743 para 5.943 casos), na B (de 14.468 para 11.700) e na C (de 10.240 para 8.557).

O Ministério da Saúde lembra que as hepatites B e C são doenças silenciosas. A hepatite B é mais frequente entre pessoas de 20 a 49 anos, enquanto que a C predomina entre pessoas de 30 a 59 anos. O Ministério lançou nesta quinta-feira uma campanha de prevenção dos dois tipos da doença, com material informativo, cartazes, vídeos para TV e um site na internet.

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