Casos de meningite caíram 48% em 3 anos, diz governo de SP

A Secretaria Estadual da Saúde informou que foi registrada queda de 48% nos casos de meningite em todo o Estado de São Paulo, segundo balanço preliminar finalizado hoje. De 2002, quando houve um pico da doença, a 2005, os casos passaram de 14.342 a 7.496 por ano, ou seja, uma queda praticamente pela metade. O trabalho de capacitação da secretaria e parcerias com prefeituras, além da vacinação em crianças, fizeram com que a doença tivesse essa queda drástica no Estado. Na comparação dos dois últimos anos, a queda é de 22%, ou seja, de 9.581 casos em 2004 para 7.496 em 2005. A meningite, que é considerada uma doença grave, é uma inflamação das leptomeninges, membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal. A moléstia normalmente é causada por vírus ou bactérias. Entretanto, outros agentes, como fungos ou parasitas, podem provocar o aparecimento da doença. Febre alta, dor de cabeça muito forte e rigidez da nuca (pescoço duro) são sintomas freqüentes nos indivíduos com mais de dois anos de idade que tenham a moléstia, podendo evoluir gravemente em poucos dias ou até em horas, dependendo do agente causador. Outros sintomas que podem aparecer são os de náuseas, vômitos, fotofobia (desconforto com luz), confusão mental e abatimento no estado geral. A secretaria alerta que, se surgirem quaisquer desses sintomas, a pessoa deve imediatamente procurar um médico. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são de grande importância para uma boa recuperação. Desde 1999 encontra-se disponível na rede pública a vacina contra o hemófilo B, que é uma das bactérias que podem causar meningite, além de outras doenças graves em crianças menores de cinco anos.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2006 | 12h25

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