Casos de microcefalia confirmados chegam a 1.551 no País

Boletim do Ministério da Saúde aponta que 3.017 registros permanecem sob investigação; só Acre não teve má-formação

O Estado de S.Paulo

07 Junho 2016 | 18h33

SÃO PAULO - Os casos confirmados de microcefalia chegaram 1.551, segundo informações do Ministério da Saúde divulgadas desta terça-feira, 7. Boletim da pasta com dados até 4 de junho no País acrescentou que 3.017 registros da má-formação em bebês permanecem sendo investigados; outros 3.262 foram descartados por apresentarem exames normais. 

Dentre os diagnósticos positivos, 224 tiveram confirmação laboratorial para o vírus zika. "O Ministério da Saúde, no entanto, ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia", informou a pasta. 

Um total de 556 municípios de todos os Estados, com exceção do Acre, e do Distrito Federal tiveram casos confirmados. No período avaliado, desde outubro, foram registrados 310 óbitos suspeitos de relação com a má-formação, dos quais 69 foram confirmados. Pernambuco é o Estado com maior número de diagnósticos (363), seguido pela Bahia (252); São Paulo teve oito casos. 

A pasta lembrou que a microcefalia pode ter como causa, diversos agentes infecciosos além do zika, como sífilis, toxoplasmose, outros agentes infecciosos, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.

"A pasta orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes", orientou o ministério.

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