Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Casos suspeitos de zika e chikungunya disparam no Rio

Dengue também tem alta; municípios têm enfrentado dificuldade para registros no Sistema de Informação de Agravos de Notificação

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2016 | 13h02

RIO - Os registros de casos suspeitos de zika e chikungunya dispararam no Estado do Rio de Janeiro. Os casos de zika passaram de 4.289 em 22 de março para 24.600 em 1º de abril - aumento de quase seis vezes. Desses, 17.799 casos foram confirmados e 105 descartados. Os casos de chikungunya dobraram. Eram 235 até 22 de março e passaram a 469. Do total, foram 123 confirmados e 22, descartados.

O salto nos números aconteceu porque municípios têm enfrentado dificuldades para registrar os casos suspeitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde. Algumas secretarias acabaram preenchendo tabelas manualmente, o que dificulta a compilação dos dados pelo Estado. Em 30 de março, não houve atualização das informações de zika e chikungunya por causa disso.

O salto nos números de zika e chikungunya em apenas dez dias ocorreu também porque municípios têm entregue com atraso as informações. Essas doenças, que se tornaram de notificação compulsória somente em fevereiro, ainda não constam do formulário online do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Algumas prefeituras têm reunido os dados em planilhas de Excel.

Em 30 de março, por exemplo, não houve atualização das informações de zika e chikungunya por causa disso. “Tem havido dificuldade para o lançamento de dados no Sinan. Ocorrem atrasos das prefeituras para enviar as informações”, disse Chieppe. Em nota, o Ministério da Saúde informou que não identificou problema na base de dados nacional para notificação de chikungunya e zika. “Os municípios preenchem as informações localmente e depois transmitem os dados do sistema local para a base de dados do Ministério da Saúde que é o Sinan Net (off-line)”.

Foram notificados 36.797 casos de dengue até 5 de abril, aumento de 16% em relação à semana anterior. Uma pessoa morreu. No mesmo período de 2015, foram registrados 18.159 casos de dengue. Ao longo do ano, forma 71.791 registros da doença e 23 mortes. Segundo Chieppe, há epidemia em municípios na Região Serrana e no Noroeste Fluminense. Foram instalados centros de hidratação em Campos (Norte Fluminense), Nova Friburgo e Cordeiro (Região Serrana), Iguaba e Araruama (Região dos Lagos). “Obviamente que no cenário de crise financeira, podemos ter sobrecarga no atendimento de algumas unidades. Mas já avaliamos os municípios, mapeamos locais que poderão receber centros de hidratação para garantir o fluxo adequado dos pacientes com dengue”, afirmou Chieppe.

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