JF DIORIO/ESTADÃO
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Ceará entra em fase de testes a partir de 1º de junho para retomada da economia

Na fase de transição, 17 setores da indústria e comércio estão autorizados a funcionar com parte das operações

Lôrrane Mendonça, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2020 | 15h34


FORTALEZA - O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), apresentou, nesta quinta-feira, o plano de retomada das atividades econômicas do Estado. Mesmo com o anúncio de que renovará o decreto de isolamento social no estado, que terminaria neste domingo (31), algumas atividades poderão voltar a funcionar a partir de 1º de junho, em uma fase de transição. 

As empresas deverão respeitar cada decreto protocolado e serão monitoradas seguindo critérios adotados pela secretaria estadual de saúde baseados na capacidade do sistema, número de leitos, internação e taxa de letalidade da covid-19.

“É uma espécie de teste para avaliar o comportamento das empresas e também das pessoas. É com essa avaliação que será decidida a possibilidade de seguir com o plano para a reabertura das próximas fases”, ressaltou o governador, que completou: “Haverá horários de funcionamento diferentes para essas empresas. Dentro do decreto, vai ser preciso monitorar os funcionários, com medição de temperatura, testagem. Vai depender muito do compromisso de todos”.

Serão cinco fases a serem seguidas pelo governo. Na primeira, que é a de transição e terá duração de uma semana, 17 segmentos estão autorizados a funcionar com rigor técnico e de segurança exigidos. Entre os setores está o da construção civil, que só poderá atuar com 30% da capacidade, no máximo, 100 operários no canteiro de obras.

Indústria química e metalúrgica, artigos de couro e calçados, saneamento e reciclagem, energia, artigos do lar, têxteis e roupas, agropecuária, móveis e madeira, automotiva, saúde e esporte e lazer completam a lista.

No setor de esportes, nesta fase inicial, está autorizado treino de atletas de esportes individuais e clubes participantes do final do Campeonato Cearense.

O percentual de liberação varia de 0,6% para o setor de tecnologia da informação, que envolve a fabricação de equipamentos de informática, até 100%, no caso da cadeia de saúde, onde todos os serviços que envolvem o setor podem funcionar.

“Não é uma reabertura. Nós vamos passar por uma fase de transição e é preciso muita responsabilidade. Estão em jogo vidas e a gente não pode retroceder. Para que não haja retrocesso é preciso obediência”, reforça o secretário de saúde do Ceará, Dr. Cabeto.

Ao todo, 66.975 empregos serão retomados, 44.868 só em Fortaleza e 22.107 no interior, segundo dados do governo estadual. Ao final de todas as fases, 582.318 empregos formais serão liberados.

Cada uma das outras quatro fases terão duração de 14 dias. Shoppings, atividades religiosas com limitação de 50% da capacidade, restaurantes em horário noturno e barracas de praia estão na terceira fase do protocolo. Já os setores de turismo e eventos, educação, esporte e lazer que inclui academias, clubes e espetáculos serão os últimos a voltar a funcionar, incluídos na quarta etapa, prevista para o mês de julho.

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