Markus Klinko e Indrani/NYT
Markus Klinko e Indrani/NYT

Celebridades deletarão conta no Twitter e Facebook em prol da luta contra HIV

A partir desta quarta, Dia Mundial de Combate à Aids, fãs devem 'salvá-las' doando US$ 1 milhão

NYT

29 Novembro 2010 | 19h56

Nesta quarta-feira, 1º, a socialite americana Kim Kardashian morrerá um pouco. O mesmo ocorrerá com sua irmã, Khloe, sem mencionar os cantores Lady Gaga, Usher, Alicia Keys e Justin Timberlake, os atores Elijah Wood e Jennifer Hudson, a tenista Serena Williams e o fotógrafo David LaChapelle.

No Dia Mundial de Combate à Aids, todas essas celebridades - e muitas outras - vão sacrificar sua vida digital em prol da luta contra o HIV, o que significa que vão parar de se comunicar via Twitter e Facebook até que seus fãs doem a quantia de US$ 1 milhão.

"Enxugue as lágrimas, pessoal", disse o apresentador do American Idol, Ryan Seacrest, que também participa da ação. Após a meia-noite desta terça-feira, 30, ele planeja postar em seu perfil no Facebook um vídeo de "último tweet e testamento", além de uma última mensagem no Twitter. "Não pretendo ficar morto por muito tempo. Por favor, comprem minha vida de volta", pede Seacrest.

"Vamos lá, todos vocês", convoca a atriz Jennifer Hudson em um vídeo semelhante. "Compre minha vida de volta. Aja como no shopping e compre o quanto puder." O apelo faz parte da última jogada da cantora e compositora Alicia Keys para arrecadar dinheiro ao seu programa de caridade Keep a Child Alive, que financia cuidados médicos e serviços de apoio a crianças e famílias atingidas por HIV e aids na África e na Índia.

É raro que a coluna Prototype, do NYT, preste atenção às celebridades, mas Alicia é a segunda a chamar nossa atenção, ao aproveitar a fama para mobilizar as pessoas à filantropia de uma forma inovadora. O ator Edward Norton, destaque da coluna de setembro, criou um site para facilitar a reunião de pessoas em prol da conservação da natureza - causa pela qual milita.

A iniciativa de Alicia é um pouco diferente. Ela sabe que não é a única a pensar que os Estados Unidos tratam cada vez mais suas celebridades como mercadoria, mas acredita que é a primeira a unir essa realidade à tecnologia para fazer algo de bom. "É realmente emocionante. Nenhuma fundação usa a tecnologia como nós fazemos", diz a cantora de 29 anos e vencedora de 12 Grammy.

No dia 30 de setembro, Alicia e o co-fundador de sua instituição, Leigh Blake, deram início ao site Buy Life, que vende camisetas cinza com código de barra impresso por US$ 35 (R$ 60). Pessoas que tenham carregado os aplicativos Stickybits ou Wimo em seus telefones podem doar US$ 10 para a Keep a Child Alive, simplesmente escaneamento o código de barras da camiseta.

"Esta camiseta luta contra a aids", diz nas costas do produto. "Digitalize o código de barras ou mande SMS com a palavra BUYLIFE para 90999 para aderir a essa luta."

A morte digital planejada para esta semana dará um passo a mais nessa ideia. Pessoas famosas com muitos amigos, fãs e seguidores ficarão em silêncio nas redes sociais, mas não sem antes chamar a atenção para uma "epidemia" de generosidade. Os participantes acreditam que têm cerca de 29 milhões fãs apenas no Twitter.

Desde o último domingo, o Buy Life exibe fotografias coloridas estilizadas de celebridades deitadas em caixões, aparentemente sem vida, com os olhos fechados. "Kim Kardashian está morta'', diz o texto que acompanha uma das fotos, que apresenta a estrela de reality show enterrada com maquiagem e um vestido curto de lantejoulas, o que sugere que ela "morreu" depois de uma noitada.

 

"Kim sacrificou sua vida digital para dar vida real a milhões de outras pessoas", acrescenta o texto, pedindo aos fãs para visitarem o site ou mandarem um SMS com a palavra KIM para o número 90999 para comprar a vida dela.

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