Células da pele reprogramadas recriam neurônios doentes

Cientistas usam reprogramação para transformar pele em células-tronco e estudar doença neurológica

AP,

31 de julho de 2008 | 15h54

Usando uma nova técnica de reprogramação celular, cientistas estão cultivando neurônios de pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ALS, na sigla em inglês), um possível primeiro passo na compreensão do desenvolvimento da doença fatal. A moléstia danifica as células do sistema nervoso e da medula espinhal, levando à morte. O mais famoso paciente de ALS é o cientista britânico Stephen Hawking.    Entenda a técnica da reprogramação de células   "O que temos agora, em cultura, são células que têm a mesma composição genética das do paciente de ALS, e são as mesmas células afetadas pela doença", disse Chris Henderson, co-diretor do Centro de Biologia e Doenças dos Neurônios Motores da Universidade Columbia.   Isso significa que, pela primeira vez, os cientistas têm a esperança de observar o desenvolvimento da doença no nível celular e, a partir daí, começar a pesquisar tratamentos.   "Não tinha como extrair essas células de pacientes com ALS", indica Henderson.   Em vez disso, utilizaram células da pele de dois pacientes, de 82 e 89 anos, e conseguiram reprogramá-las em um tipo de célula-tronco adulta e. daí, em neurônios, os pesquisadores informa na edição desta semana da revista Science.   O co-autor do artigo, Kevin Eggan, do Instituto de células-tronco de Harvard, disse que o próximo passo é estudar as células em laboratório, comparando-as com as de uma pessoa que não tenha a doença.   ALS é um mal de desenvolvimento lento, e as células de teste ainda não deram mostras da doença, diz o artigo. Mas, em estudo semelhantes realizados em camundongos, as células de animais acabaram apresentando a moléstia.

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