Centenas de plantas medicinais correm risco de extinção

Estudo da Organização Internacional para a Conservação em Jardins Botânicos aponta os malefícios desse fato

Efe,

21 de janeiro de 2008 | 08h23

Cerca de 400 plantas medicinais correm risco de extinção, o que dificultará a descoberta de tratamentos para várias doenças, indica um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Organização Internacional para a Conservação em Jardins Botânicos (BGCI).  Segundo a BBC, a pesquisa mostra que mais de 50% dos medicamentos são obtidos de plantas que podem desaparecer devido ao aumento das coleções particulares e públicas e, em alto grau, ao desmatamento do planeta. De acordo com a BGCI, estas plantas podem tratar doenças tão graves como o câncer ou o Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV). Entre as que estão na zona de perigo, o estudo cita a Hoodia, uma planta medicinal do sul da África, pertencente à família Apocynaceae, utilizada na medicina para reduzir temporariamente o apetite e que é usada como alimento das tribos da região para enfrentar longas e cansativas caças no deserto, sem sentir a sensação de fome. Entre estes grupos ameaçados também se encontra a metade da variedade de magnólias, utilizadas na medicina tradicional chinesa há cinco mil anos e na japonesa, e que tem substâncias usadas na luta contra o câncer e as doenças cardíacas. A organização indica que atualmente há cerca de cinco bilhões de pessoas que se beneficiam destas plantas como remédio, e cada vez mais elas são usadas para elaborar medicamentos em laboratórios. Por isso, o estudo conclui que a perda destas plantas pode acarretar conseqüências impensáveis no futuro, e problemas imprevisíveis no campo da medicina e no tratamento paliativo das doenças.

Tudo o que sabemos sobre:
CâncerHIVMagnólia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.