Felipe Dana/AP Photo
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Cepa do zika presente na América Latina é detectada pela 1ª vez no continente africano

Instituto Pasteur sequenciou vírus de paciente em Cabo Verde e confirmou relação; OMS quer reforçar trabalhos de prevenção

O Estado de S.Paulo

20 Maio 2016 | 15h48

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta sexta-feira, 20, que a cepa do vírus zika que está circulando atualmente na América Latina foi encontrada pela primeira vez em Cabo Verde, na África. O tipo do vírus tem sido apontado como o responsável pela alto registro de casos de microcefalia em bebês, principalmente no Brasil, que confirmou 1.384 diagnósticos da má-formação desde outubro do ano passado. 

"É a primeira vez que a cepa do vírus zika responsável pela epidemia relacionada a desordens neurológicas e com a microcefalia foi detectada na África", declarou a diretora regional da OMS no continente, Matshidiso Moeti, em entrevista em Genebra. O tipo do vírus é a versão asiática e foi detectada graças ao sequenciamento feito a partir de casos diagnosticados em Cabo Verde, pelo Instituto Pasteur.

"Os resultados são preocupantes porque são uma mais uma prova de que a epidemia se propaga além da América do Sul e encontra-se nas portas da África", acrescentou Matshidiso. "Essa informação ajudará aos países africanos a reavaliar o nível de risco e adaptar a preparação", indicou. A organização acredita que o tipo asiático do vírus tenha chegado a Cabo Verde por meio de um viajante, mas não foi precisado quando isso teria ocorrido. 

O país detectou até 8 de maio 7.557 casos suspeitos da zika e três casos de microcefalia. Diante da situação, a diretora informou que a entidade vai intensificar as ações de prevenção na região, especialmente na população feminina em idade fértil.

A OMS já confirmou a transmissão local do zika em 60 países, 43 desde outubro de 2015. Casos de microcefalia atingiram oito países, a maioria no Brasil; treze países detectaram aumento atípico de registros da síndrome de Guillain-Barré, também associada à infecção por zika. /EFE E AFP

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