Cerca de 30 mil francesas poderão ter que retirar implantes de silicone

Próteses são suspeitas de causar pelo menos uma morte; também há relatos de casos de câncer

estadao.com.br com agências de notícias,

20 de dezembro de 2011 | 15h05

 A porta-voz do governo francês, Valérie Pécresse, anunciou nesta terça-feira, 20, que o governo avalia os riscos associados às próteses mamárias da marca PIP (Poly Implants Prothèses) para solicitar, dependendo dos resultados, que cerca de 30 mil francesas retirem os implantes.

As declarações são uma resposta à informação veiculada por um dos principais jornais do país, o Libération, segundo a qual autoridades sanitárias teriam decidido pedir às portadoras que retirem as próteses por precaução.

As próteses são defeituosas, rompem-se com mais facilidade e suspeita-se que tenham causado pelo menos uma morte, além de serem consideradas uma ameaça para as usuárias. Há também informações de casos de câncer relacionados a elas. Suspeita-se que empresa tenha usado silicone industrial, e não médico, nas próteses.

O mais urgente, segundo Pécresse, seria fazer um levantamento das usuárias que estariam potencialmente em perigo. Segundo o jornal, seriam cerca de 300 mil afetadas no mundo todo.

Caso seja levada a cabo, seria uma decisão única na história da cirurgia estética.

A marca PIP, fundada em 1991 na costa azul francesa, perto de Toulon, chegou a ser o quarto fabricante mundial de implantes mamários, mas atravessou um  período de dificuldades financeiras e trabalhava sem a devida autorização das autoridades, segundo o Libération.

No Brasil, a importação e o comércio das próteses de silicone da marca Poly Implant Prothèses (PIP) foram proibidas em abril de 2010 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a agência reguladora, medida foi tomada por conta do alto risco de rompimento oferecido pelos implantes.

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