Cerca de 95% acabam ganhando peso após abandonar dieta, aponta estudo

Ao analisar 15 regimes, autores dizem que restrição causa perda de massa e acúmulo de gordura

Efe

26 Novembro 2010 | 22h29

PARIS - Dietas para perda de peso são em sua maioria desequilibradas em termos alimentares, e cerca de 95% das pessoas acabam ganhando peso depois de abandoná-las, segundo um estudo francês divulgado na última quinta-feira.

"Pessoas que não têm problemas com a balança podem passar a adquirir sobrepeso e distúrbios alimentares", disse o nutricionista e presidente do grupo de trabalho da Agência Nacional de Segurança Sanitária de Alimentação, Meio Ambiente e Trabalho, Jean-Michel Lecerf.

Em declarações ao jornal francês Le Parisien, Lecerf disse que, levando em conta os 15 tipos de regime analisados, a conclusão geral é de que eles "contêm muito poucas fibras, vitaminas, minerais e carboidratos, além de excesso de sal".

Lecerf, que também é diretor do serviço de nutrição do Instituto Pasteur de Lille, no norte do país, chamou de "particularmente desequilibradas" as dietas pobres em carboidratos, como a do Dr. Atkins e a Dukan - que podem causar problemas renais pelo excesso de proteína animal -, e aprovou apenas a dos Vigilantes do Peso.

Um dos perigos descritos no estudo é a sucessão de regimes, pois, a cada nova tentativa, os pacientes ganham mais peso, já que "as restrições alimentares perturbam o metabolismo de forma permanente", e o resultado final é que as pessoas perdem massa muscular e acumulam gordura no corpo.

Na opinião de Lecerf, a tendência de submeter cada vez mais crianças a dietas pode provocar alterações de crescimento, e a origem do problema está na "dramatização do sobrepeso e da obesidade infantil", que leva muitos médicos a recomendar restrições alimentares.

"A primeira coisa a fazer quando você tem um problema de peso não é um regime, mas procurar um especialista que vai se preocupar realmente com a sua saúde e o seu o estado psicológico. Eventualmente, ele poderá decidir intervir sobre a alimentação, mas nunca de forma dramaticamente restritiva", destacou o nutricionista.

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