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Cern está perto de confirmar existência do Bóson de Higgs, dizem fontes

Cientistas europeus estão concentrados nos esforços para identificar 'partícula do Big Bang'

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12 de junho de 2012 | 11h07

Físicos que pesquisam o surgimento do universo estão perto de fazer importantes descobertas acerca do bóson de Higgs, a chamada partícula do Big Bang, considerada um elemento fundamental para a transformação dos restos da explosão espacial em estrelas e planetas, disseram cientistas nesta terça-feira, 12.

 

Equipes do Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern) usaram o colisor de hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, tentam provar que a partícula realmente existe. Analisando um imenso volume de dados, os físicos acreditam que finalmente conseguirão atingir esse objetivo, afirmaram fontes ligadas ao projeto. "Eles estão muito empolgados", disse um cientista próximo da equipe do Cern, que falou sob condição de anonimato.

 

Sinais intensos do bóson de Higgs foram identificados no mesmo raio em que foram encontrados durante pesquisas do ano passado, acrescentaram as fontes. A identificação da partícula pode ser possível mesmo com a curta vida do bóson - tão curta que é detectado somente pelos traços que deixa.

 

Para identificar a partícula, o LHC reproduz o Big Bang, já que ela teoricamente é produto da explosão e ajudaria a compreender a formação do universo. O bóson foi batizado em homenagem a Peter Higgs, que em 1964 elaborou a teoria da partícula. Caso a existência dela seja confirmada, o físico muito provavelmente seria laureado com o prêmio Nobel.

 

As fontes deram as informações sobre o progresso das pesquisas depois que os chefes do Cern determinaram concentração de esforços na busca pelo bóson pouco antes da ICHEP, a conferência internacional de física, que ocorre no Canadá, no meio de julho.

 

O LHC conduziu mais de 300 trilhões de colisões de prótons somente em 2012 e houve especulações sobre as novidades acerca do bóson, mas não há confirmação oficial de que o Cern está perto de fazer um grande anúncio.

 

Segundo James Gillies, porta-voz do Cern, só será anunciada uma descoberta quando os cientistas realmente tiverem o que dizer. "O que o Atlas e o CMS terão ou não para 2012 é de conhecimento das poucas pessoas envolvidas nos projetos", disse ele, referindo-se a pesquisadores que também estudam a partícula, mas que foram "blindados" das informações do Cern.

 

Em dezembro de 2011, depois de 16 meses conduzindo colisões a baixos níveis de energia, as duas equipes se uniram ao Cern para afirmar que constataram "pequenas manifestações" do bóson, mas que necessitariam de mais tempo para comprovar a existência da partícula. Físicos indicam que mais da metade das colisões produzidas não dão qualquer resultado relevante para as pesquisas. 

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