Christophe Archambault / AFP
Christophe Archambault / AFP

Chanel cancela desfile na China devido ao coronavírus

Evento estava previsto para maio e foi suspendo 'até um momento mais apropriado', informou a grife; outras marcas de luxo que se viram afetadas pela epidemia fecharam suas lojas no país asiático

Agências Internacionais, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2020 | 09h51

A casa de moda francesa Chanel decidiu suspender um desfile previsto para maio em Pequim, na China, devido à epidemia do coronavírus que deixou mais de 1,8 mil mortos no país.

"Tendo em conta a situação atual e seguindo as recomendações das autoridades chinesas, a Chanel decidiu suspender seu projeto de uma réplica do desfile 'Paris - 31 rue Cambon' em Pequim, em maio, até um momento mais apropriado", explicou a grife em um comunicado emitido nesta segunda-feira, 17.

O desfile havia sido apresentado em 5 dezembro do ano passado e era dedicado a diversos ofícios artísticos. A 31 rue Cambon é uma alusão à sede dos salões e estúdios históricos da Chanel no centro de Paris e a coleção, que se inspira em um apartamento de Gabrielle Chanel, foi apresentada com decoração da cineasta Sofia Coppola. "A Chanel segue a situação de perto. A saúde e o bem-estar de sua equipe e de seus clientes é a prioridade", disse a empresa.

Dias antes da próxima Semana de Moda parisiense (de 24 de fevereiro a 3 de março), o criador chinês Jarel Zhang cancelou o próprio desfile na capital francesa "a fim de garantir a boa saúde e a segurança dos países e reduzir o número de contatos".

A China é, hoje, o principal mercado mundial de luxo onde a crise do coronavírus afetou todas as marcas que operam na região, muitas das quais mantêm seus comércios fechados desde meados de janeiro. Uma semana antes do início do evento em Paris, cerca de uma dezena de marcas chinesas anuciaram o cancelamento dos desfiles devido à epidemia.

Outro grande evento que se viu afetado pelo coronavírus foi o salão do automóvel de Pequim, uma importante data no setor que seria realizado de 21 a 30 de abril e que foi adiado. /EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.