Chefe da OMS diz que gripe precisa ser global para elevar alerta

Organização sofre pressão de afetados pela doença por novos critérios para a declaração de um alerta máximo

Reuters

21 Maio 2009 | 07h26

GENEBRA - A chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta quinta-feira, 21, que não vai hesitar em elevar o alerta global de pandemia para fase 6, último nível na escala, se o novo vírus da gripe H1N1 se disseminar globalmente.

 

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"Quando vir mais sinais relativos ao vírus ou da disseminação da doença, incluindo (sobre sua) gravidade, eu não hesitarei em tomar uma decisão muito difícil. Eu não comprometeria a saúde da população mundial", afirmou Margaret Chan.

 

"Para passar da fase 5 para a fase 6 eu preciso estar segura de que se trata de um fenômeno global", afirmou Chan durante reunião anual da OMS em Genebra, onde países afetados pela doença pedem por novos critérios para a declaração de um alerta máximo.

 

Segundo as regras atuais, Chan levaria o nível de alerta para 6 assim que a gripe estivesse se espalhando de maneira generalizada em duas regiões do mundo (uma além do continente americano), mesmo que continue causando apenas sintomas leves. No entanto, isso já teria acontecido na Europa e no Japão.

 

Diversos governos disseram que o público em geral não entende que a escala pandêmica é baseada na propagação da doença, e não em sua gravidade, e alertaram que elevar o alerta para a fase 6 poderia causar pânico.

 

Segundo a diretora, no momento especialistas em saúde estão monitorando criteriosamente sinais do vírus no Hemisfério Sul.

 

Atualmente a OMS mantém na fase 5, numa escala que vai até 6, o nível de alerta de pandemia.

"Estou ouvindo de todos vocês preocupações com a falta de informação ... Nós não podemos deixar as pessoas confusas", disse Chan.

 

"Eu sei que vocês me deram muito de sua confiança e flexibilidade, e não é uma tarefa fácil. Eu preciso colocar na balança como a ciência deve participar e não esquecer das pessoas," afirmou.

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