Chefe da UTI do Evangélico e mais sete são denunciados pelo MP-PR

Segundo o MP, alguns prontuários indicavam a prescrição de remédios que não deveriam ser aplicados

Julio Cesar Lima, Especial para o Estado,

11 de março de 2013 | 17h34

CURITIBA - O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou criminalmente nesta segunda-feira (11), a Tribunal de Júri, a médica Virgínia Soares de Souza, ex-chefe da UTI Geral do Hospital Evangélico (HE), em Curitiba (PR), e mais sete pessoas (quatro médicos, uma enfermeira e um fisioterapeuta) por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem chance de defesa das vítimas) e formação de quadrilha, por supostas antecipações de sete mortes ocorridas no HE desde 2006. A Justiça terá mais cinco dias para se pronunciar sobre o processo.

Segundo o MP, alguns prontuários analisados por especialistas indicavam a prescrição de remédios que não deveriam ser aplicados em determinados momentos e provocava a morte por asfixia dos pacientes que tiveram seus prontuários analisados. Além dos sete, o MP também pediu continuidade da investigação sobre outros 21 prontuários de pacientes mortos, supostamente pelo grupo.

Os médicos denunciados são Maria Israela Cortez Boccato, Edison Anselmo da Silva Júnior e Anderson de Freitas; as enfermeiras Patrícia Cristina de Goveia Ribeiro e Lais da Rosa Groff, o enfermeiro Claudinei Machado Nunes, além da fisioterapeuta Carmencita Emília Minozzo.

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