China anuncia plano para pôr estação espacial em órbita em 2020

Estação de testes deve ser levada à órbita terrestre em 2016, de acordo com autoridade

REUTERS, REUTERS

27 Outubro 2010 | 14h27

A China declarou nesta quarta-feira que lançará, dentro de dez anos, um laboratório espacial que permanecerá tripulado por longos períodos de tempo, o que aproximará ainda mais o país de potências espaciais como EUA e Rússia.

 

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A agência de notícias oficial Xinhua, citando uma autoridade do setor que não é identificada pelo nome, disse que um laboratório espacial provisório será lançado até 2016 para testar equipamentos e técnicas. Mas não está claro se esse laboratório sustentará tripulação por longos períodos.

 

O programa da estação espacial chinesa usará tecnologia já existente, como a nave espacial Shenzhou e o foguete lançador Longa Marcha 2F, disse a Xinhua. A agência não informou o tamanho dos laboratórios.

 

O estabelecimento de um laboratório espacial "promoverá o progresso científico e a inovação tecnológica de nosso país, aumentará a força total da nação e dará importante contribuição para a elevação do prestígio nacional", disse a autoridade entrevistada.

 

Embora seja improvável que a iniciativa chinesa venha a rivalizar com a Estação Espacial Internacional (ISS), o anúncio representa o sinal mais recente  do aumento da capacidade tecnológica chinesa no espaço.

 

A China lançou neste mês uma segunda sonda orbital para a Lua e, em 2003, tornou-se o terceiro país a dominar a tecnologia de enviar seres humanos ao espaço. Em 2008, realizou sua primeira caminhada espacial.

 

A China planeja realizar um pouso não tripulado na Lua e desenvolver um robô móvel para exploração lunar até 2012, além de extrair amostras de solo lunar até 2017. Cientistas falam sobre a possibilidade de enviar homens à Lua na década de 2020.

 

Os chineses disputam com Índia e Japão uma corrida espacial asiática, com so três países investindo no desenvolvimento de tecnologia para a exploração do espaço. 

 

O envolvimento militar no programa espacial chinês causa preocupação na comunidade internacional. Em 2007, a China testou uma arma capaz de abater satélites em órbita.

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