Aly Song/Reuters
Aly Song/Reuters

Sobe para 13 nº de cidades chinesas isoladas contra coronavírus; Xangai fecha Disneylândia

Doença, que já matou 26 pessoas, faz com que 40 milhões de chinês enfrentem restrição de deslocamento; em Wuhan será construído um hospital com mil leitos para tratar pacientes

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2020 | 04h59
Atualizado 14 de outubro de 2020 | 19h43

XANGAI - A China subiu para 13 o número de cidades com medidas de quarentena para evitar a proliferação do surto de coronavírus. Assim, aumentou para 40 milhões a quantidade de pessoas afetadas pelo isolamento. Na manhã desta sexta-feira, 24, as autoridades sanitárias do país confirmaram mais uma morte causada pelo vírus, totalizando 26. Já o número de pessoas infectadas ultrapassou 830. A maioria é de pessoas que moram na região de Wuhan, onde a primeira infecção aconteceu, ou em cidades da região. De acordo com estudos, a contaminação de humanos pode ter começado em cobras.

Outra medida das autoridades sanitárias chinesas para barrar o avanço das infecções é a construção de um hospital com mil leitos dedicado ao tratamento de pacientes infectados com um novo vírus, segundo a mídia estatal.

O risco de contaminações encontra-se aumentado por conta do feriado do ano-novo lunar, que começa nesta sexta, quando muitos chineses viajam para visitar familiares ou se divertirem. Por causa do medo de novas infecções, a prefeitura de Xangai disse que a Disneylândia da cidade será fechada a partir deste sábado, 25, para ajudar a impedir a propagação do vírus. 

Apesar da situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu não declarar o novo coronavírus como emergência em saúde pública de interesse internacional por acreditar que que o surto ainda está localizado. 

No Brasil, o Ministério da Saúde colocou o País em alerta para o risco de transmissão do  coronavírus, mesmo sem nenhum caso suspeito em território nacional.  Profissionais de saúde e hospitais já estão sendo orientados de como agir caso o vírus chegue. O ministério descartou os cinco casos suspeitos que foram notificados por não se enquadrarem na definição estabelecida pela OMS. 

Para ser classificado como caso suspeito, o paciente precisa apresentar os sintomas da doença (febre, tosse e dificuldade para respirar) e ter histórico de viagem para a região chinesa onde há surto. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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