Instagram/Emilia via Reuters - 25/01/2020
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China começa a repatriar cidadãos da província de Hubei que estavam impedidos de entrar no país

Muitos ficaram presos em outros países por conta da restrição do governo chinês a entrada de voos e trens na região de Wuhan

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2020 | 03h33

O governo chinês iniciou na noite de sexta-feira, 31, seu plano de repatriação para cidadãos que residem em áreas isoladas de Hubei que estavam presos no exterior sem poder voltar para casa devido ao surto de coronavírus em Wuhan

A agência oficial de notícias Xinhua informou que dois vôos enviados pelo governo chinês foram realizados na noite de sexta para trazer 199 cidadãos de Bangcoc (Tailândia) e Kota Kinabalu (Malásia), dois destinos turísticos populares no sudeste da Ásia. Os dois vôos fretados operados pela Xiamen Airlines chegaram ao Aeroporto Internacional Wuhan Tianhe à noite e os passageiros a bordo foram examinados.

Passageiros com sintomas de febre serão imediatamente colocados em quarentena para evitar a propagação da doença que já causou 259 mortes, 11.791 infecções, enquanto 243 pessoas superaram a doença. "Sou grato ao nosso país, que não deixa ninguém para trás", disse Gao Huilin, um dos passageiros, que estava viajando na Malásia quando ficou preso lá depois que o voo de volta para Wuhan foi cancelado em 27 de janeiro.

A cidade de Wuhan (centro-leste do país), o epicentro do surto, assim como outros na província de Hubei, tem desde o dia 23 todos os acessos cortados para tentar conter a propagação do vírus. Segundo as autoridades locais, nesta cidade existem cerca de 9 milhões de pessoas das 11 que totalizam normalmente.

A porta-voz chefe do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, já havia informado a decisão de repatriar os nativos desta província, uma medida que foi tomada "em vista das dificuldades práticas que encontraram no exterior os cidadãos da província de Hubei, especialmente os da cidade de Wuhan".

Além disso, em um breve comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da China disse que "o governo decidiu enviar voos para trazê-los diretamente de volta para Wuhan o mais rápido possível", um texto em que não especificavam prazos, nem o número de cidadãos de Hubei que poderiam haver neste momento fora da China, ou no que consistem essas "dificuldades práticas".

Nos últimos dias, as redes sociais registraram protestos não apenas de chineses, mas de outros cidadãos asiáticos, pela rejeição sofrida em diferentes países como resultado de suas características físicas, em um momento de incerteza internacional em relação ao vírus.

A essas dificuldades são acrescentadas outras, como o cancelamento de voos para a China por várias companhias aéreas e o fechamento de fronteiras decretadas por vários países. EFE

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