PFIZER/REUTERS - 26/11/2021
PFIZER/REUTERS - 26/11/2021

China concede aprovação 'condicional' à pílula anticovid da Pfizer

Órgão regulador de medicamentos chinês exigiu que farmacêutica apresente mais pesquisas sobre o medicamento, o Paxlovid

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2022 | 02h08

O órgão regulador de medicamentos da China disse neste sábado, 12,  que concedeu uma aprovação "condicional" à pílula anticovid da Pfizer, chamada de Paxlovid, destinada a tratar adultos com formas leves ou moderadas da doença que possam progredir para quadros mais graves. Essa é a primeira pílula oral desenvolvida especificamente para tratar a covid-19 no país.

A Administração Nacional de Produtos Médicos, que até agora não licenciou nenhuma vacina estrangeira contra a covid-19 em território chinês,  solicitou que mais pesquisas sobre o medicamento fossem realizadas e enviadas à entidade.

A pílula da Pfizer já foi licenciada em vários países, como Estados Unidos e Israel. A União Europeia permitiu seu uso aos países membros enquanto a autorização oficial está em processo. 

Em 22 de dezembro, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora americana equivalente à Anvisa, autorizou o uso emergencial da pílula da Pfizer contra covid-19. No país, a recomendação de administração do Paxlovid é para pacientes adultos e pediátricos (maiores de 12 anos com ao menos 40kg) com covid que tenham alto risco de desenvolver quadros graves da doença. 

Ainda não se sabe se a China já está conversando com a Pfizer para adquirir a pílula. A farmacêutica não respondeu a um pedido de comentário da agência Reuters.

A aprovação é um impulso para a Pfizer, que espera US$ 22 bilhões em vendas do tratamento em 2022. Os seus executivos disseram que a empresa está em discussões ativas com mais de 100 países sobre o Paxlovid e tem capacidade para fornecer 120 milhões de doses, caso necessário.

Em dezembro, a Pfizer disse que os resultados finais do teste mostraram que o tratamento reduziu em 89% a chance de hospitalização ou morte em pacientes com covid-19 em risco de doença grave, sendo o tratamento administrado dentro de três dias após o início dos sintomas, e em 88% quando administrado em cinco dias. 

Embora longe dos níveis de infecção de outros países, a China ainda está lidando com vários surtos isolados que causaram o confinamento de uma cidade do sul nesta semana, onde os casos dispararam./AFP e Reuters

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.