Javier García/EFE
Javier García/EFE

China confirma 25 mortes pelo novo coronavírus; número de infectados sobe para 830

País asiático já isolou cidades para tentar conter o surto; no Brasil não há casos suspeitos

Da redação, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2020 | 22h10

O número de mortos pela infecção pelo novo coronavírus na China subiu para 25, informou o governo chinês nesta quinta-feira, 23. O país asiático divulgou ainda que 830 pessoas já foram infectadas. No último balanço, as autoridades chinesas contabilizavam 18 óbitos e cerca de 600 casos.

A maioria dos casos está na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, epicentro do surto. Os primeiros registros notificados, no final de dezembro, eram de trabalhadores e frequentadores de um mercado de peixes do município. A principal hipótese é que a transmissão tenha começado por algum animal contaminado. Um estudo chinês sugere que a contaminação começou com cobras.

A situação de emergência fez a China isolar cidades onde a transmissão está ativa e cancelar comemorações do ano-novo lunar (chinês) para evitar deslocamentos de turistas e grandes aglomerações em eventos festivos.

Apesar da situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu nesta quarta não declarar o novo coronavírus como emergência em saúde pública de interesse internacional por considerar que o surto ainda está localizado e que medidas estão sendo tomadas para impedir que ele ganhe uma escala global.

No Brasil, o Ministério da Saúde afirmou que colocou o País em alerta para o risco de transmissão do  coronavírus. Embora não haja nenhum caso suspeito em território nacional, os profissionais de saúde e hospitais já estão sendo orientados de como agir caso o vírus chegue. De acordo com o governo, o país entrou no nível de alerta é 1, que é inicial, em uma escala que vai de 1 a 3. O nível mais elevado é ativado quando são confirmados casos transmitidos em solo nacional.

O ministério informou que chegou a receber de Estados a notificação de cinco casos suspeitos, mas que eles foram descartados por não se enquadrarem na definição estabelecida pela OMS. Para ser classificado como caso suspeito, o paciente precisa apresentar os sintomas da doença (febre, tosse e dificuldade para respirar) e ter histórico de viagem para a região chinesa onde há surto. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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