Andreas Gebert/Reuters
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China estaria aplicando vacina experimental contra coronavírus para grupos de alto risco desde julho

Informação foi confirmada por funcionários chineses à mídia estatal; objetivo é aumentar imunidade de grupos específicos de pessoas, como trabalhadores médicos e dos setores de alimento, transporte e serviços

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2020 | 12h05

PEQUIM  - Desde julho, a China está administrando vacinas experimentais contra o coronavírus para grupos que enfrentam altos riscos de infecção, disse um funcionário da saúde à mídia estatal. Até o momento, nenhuma droga foi aprovada na fase final de testes para provar que seja segura e eficaz o suficiente para proteger as pessoas de contrair o vírus, que já causou quase 800 mil mortes em todo o mundo.

O objetivo dos testes é aumentar a imunidade de grupos específicos de pessoas, incluindo trabalhadores médicos e aqueles que trabalham em mercados de alimentos e nos setores de transporte e serviços, afirmou Zheng Zhongwei, funcionário da Comissão Nacional de Saúde, à TV estatal chinesa durante entrevista transmitida na noite do sábado, 22.

As autoridades podem considerar expandir modestamente o programa de uso de emergência para tentar prevenir possíveis surtos durante o outono e o inverno, acrescentou Zheng, que chefia a equipe liderada pelo governo chinês para o desenvolvimento da vacina. As diretrizes para o uso emergencial de imunizantes potenciais contra o coronavírus, aprovadas em 24 de junho de acordo com Zheng, não foram publicadas.

A mídia estatal Global Times relatou em junho que a China vinha oferecendo vacinas candidatas contra o coronavírus a funcionários de empresas estatais que viajavam para o exterior. Entretanto, alguns países ainda são céticos quanto ao uso desses imunizantes experimentais.

De acordo com Zheng, as vacinas chinesas contra o coronavírus terão preços próximos do custo. “Isso não significa que as empresas não possam ter lucros”, disse. “Elas devem decidir sobre lucros moderados ou lucros razoáveis ​​com base nos custos.”

Uma vacina potencial contra o coronavírus que está sendo desenvolvida por uma unidade do Grupo Farmacêutico Nacional da China (Sinopharm) pode custar não mais que 1.000 yuans (R$ 810) por duas doses, disse o presidente da Sinopharm, Liu Jingzhen, à mídia estatal na semana passada.

“[O preço] definitivamente será menor do que o que Liu disse”, reforçou Zheng. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 167 vacinas em desenvolvimento em todo o mundo, das quais 29 estão em fase clínica. Acompanhe aqui o monitor de vacinas do Estadão. / REUTERS

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