China fecha empresa que fabricava máscaras para a gripe A

Produto não atendia às exigências do Ministério da Saúde; OMS alerta para expansão da epidemia no país

Efe,

11 de novembro de 2009 | 11h27

As autoridades chinesas fecharam uma empresa que fabricava máscaras falsas para conter o contágio do vírus AH1NI, que afetou mais de 480 mil pessoas em todo o mundo e que provocou a morte de 6 mil doentes. A Administração Estatal de Alimentação e Remédios decidiu fechar a fábrica, situada em Tianjin (noroeste da China), que havia iniciado a fabricação de máscaras anti-AH1N1 sem possuir a licença para fabricar produtos médicos, informou nesta quarta-feira, 11, o jornal chinês "China Daily".

 

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A empresa, chamada Mingda e sediada na província de Hebei, vendeu cerca de 5 mil unidades da máscara a US$ 1,5 cada.

 

O Ministério da Saúde informou na semana passada que a máscara protegeria contra o vírus da gripe A. "Nenhuma máscara pode prevenir gripes e infecções", disse Shu Yuelong, diretor do Centro de Investigação Nacional para a Gripe diante da confirmação de laboratórios que, em caso de uso da máscara da Mindga, só teria eficiência para alguns tipos de bacilos e bactérias.

A Mingda não se pronunciou e as farmácias de Pequim já retiraram das prateleiras as máscaras fabricadas pela empresa. Não há informações se a Mingda exportou o produto para outros países.

 

Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que a epidemia da gripe A está crescendo na China, um dos vinte países que fortaleceu as campanhas de vacinação.

 

O governo chinês confirmou que até a última semana cerca de 55 mil casos de gripe A foram registrados, com 16 mortes. Cerca de 75% dos infectados já se recuperaram e 176 pessoas se encontravam em estado grave.

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