China lança missão não-tripulada rumo a estação espacial experimental

Pelos dados oficiais, no final de 2011 o país asiático terá lançado ao espaço 20 foguetes e 25 satélites

estadão.com.br com Efe,

01 de novembro de 2011 | 09h09

 

PEQUIM - A China lançou nesta terça-feira, 1, a nave não-tripulada Shenzhou-8 através de um foguete modificado, do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no Deserto de Gobi. A missão se acoplará dentro de dois dias ao módulo experimental espacial Tiangong-1 (Palácio Celestial) posto em órbita pelo país em setembro.

 

A porta-voz  do programa espacial chinês, Wu Ping, afirmou que a Alemanha participará do programa da Shenzhou-8 com 17 experiências espaciais em colaboração com a China, no primeiro plano de cooperação espacial chinês no campo da microgravidade e a vida no espaço.

 

Pelos dados oficiais chineses, no final de 2011 o país asiático terá lançado ao espaço 20 foguetes e 25 satélites, o que situa à China no segundo posto no número de lançamentos depois da Rússia.

 

Para Yuan Jiajun, subdiretor-general da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, em 2010 o país asiático lançou 15 foguetes e enviou 20 satélites ao espaço, números comparáveis aos dos Estados Unidos e Rússia, as duas potências mais ativas em matéria espacial. A China possui três bases ativas de lançamento, e está construindo mais uma, porém a de Jiuquan enviou a maior parte das missões.

 

Futuro. O programa espacial do país prevê ainda mais dois lançamentos para 2012 - Shenzhou-9 e Shenzhou-10 - dessa vez com pelo menos uma das missões tripuladas, como parte da construção de sua primeira estação, que deve ficar pronta em 2020. A tripulação já foi selecionada e está recebendo treinamento para a viagem espacial, que será a quarta tripulada depois das de 2003 e 2005, e do passeio espacial de 2008.

 

Pequim ainda está longe de alcançar as superpotências espaciais estabelecidas: Estados Unidos e Rússia. Tiangong 1 é um módulo experimental e não uma parte na construção de uma estação espacial.

 

A Rússia, os Estados Unidos e outros países trabalham em conjunto na Estação Espacial Internacional (ISS), a qual a China não pertence. Mas os Estados Unidos não irão testar um novo foguete para missões tripuladas até 2017 e a Rússia já afirmou que missões tripuladas não são uma prioridade em seu programa espacial, que passa por dificuldades técnicas e atrasos. Nesse cenário, os testes não-tripulados da China determinarão se uma versão modificada da nave Shenzhou está pode levar homens ao espaço, habilitando o país a suprir uma eventual necessidade de viagens espaciais./ Com Reuters

 

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