China lança sinais dúbios sobre planos para estação espacial

A China, terceiro país a ter levado umhomem ao espaço por contra própria, pretende lançar até 2020uma nova estação espacial, disse um de seus principais técnicosdo setor na quarta-feira, desmentido em seguida por uma fonteoficial. A estação espacial chinesa -- que se somaria à já existenteEstação Espacial Internacional -- foi planejada como "umaoficina espacial de pequena escala, com 20 toneladas", disseLong Lehao, projetista do foguete Longa Marcha 3A, ao jornalChina Daily. "É a primeira vez que um cronograma se torna público para aconstrução da primeira estação espacial [chinesa], o terceiro eúltimo passo do atual programa espacial tripulado do país",disse Long. Mais tarde, por intermédio da agência estatal de notíciasXinhua, um porta-voz da Administração Nacional Espacial daChina desmentiu o projetista. "A China no momento não decidiudesenvolver uma estação espacial", declarou Li Guoping. A polêmica ocorre no mesmo dia em que a Chang'e 1, primeirasonda lunar chinesa, entrou em sua órbita de trabalho, depoisde duas semanas de viagem até o satélite, segundo a Xinhua.Nessa órbita a sonda deve realizar pesquisas durante pelo menosum ano. A até agora bem-sucedida missão à Lua alimenta o surto depropaganda patriótica sobre a ascensão espacial chinesa -- oque pode ter levado Long a falar com um entusiasmo quecontrariou a cautela oficial. Long se disse otimista com o plano da estação espacial, jáque a China obteve progressos no desenvolvimento de uma novafamília de lançadores de foguetes. A única estação existente atualmente, ainda em construção,é uma obra conjunta de 16 países -- Estados Unidos, Rússia,Japão, Canadá, Brasil e os 11 países da Agência EspacialEuropéia. Em 2003, a China se tornou o terceiro país do mundo (após aextinta União Soviética e os Estados Unidos) a levar uma pessoaao espaço a bordo do seu próprio foguete. Em outubro de 2005, o país repetiu a experiência, colocandodois homens em órbita. Há planos para uma caminhada espacial em2008 e para uma viagem tripulada à Lua dentro de 15 anos. Os planos espaciais da China recebem elogios, mas tambémdesconfiança. Há temores de uma corrida armamentista no espaçocontra os EUA e outras potências, especialmente depois quePequim destruiu em janeiro um satélite meteorológico seu paratestar um míssil terra-espaço. (Por Chen Aizhu e Chris Buckley)

REUTERS

07 de novembro de 2007 | 10h46

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