NASA/Bill Ingalls
NASA/Bill Ingalls

China nega ter interferido em satélites americanos

Estados Unidos acusam Pequim de hackear dispositivos de monitoramento ambiental

Reuters

31 de outubro de 2011 | 10h50

PEQUIM - O governo da China rejeitou nesta segunda-feira, 31, a acusação feita por uma comissão americana de que Pequim teria interferido em satélites de monitoramento ambiental dos Estados Unidos.

Pelo menos dois satélites desses sofreram interferências em quatro ou mais ocasiões em 2007 e 2008, por meio de uma base terrestre na Noruega. Segundo relatório enviado ao Congresso pela Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China, os militares chineses são os principais suspeitos disso.

O texto admite que não há ligação direta dos incidentes com a China, mas o país comunista é citado "porque as técnicas parecem consistentes com escritos autorizados dos militares chineses" relacionados a neutralizar satélites em caso de conflito.

Hong Lei, porta-voz da chancelaria chinesa, disse que a comissão dos Estados Unidos "sempre viu a China por meio de lentes coloridas". "Esse relatório é inverídico e tem segundas intenções. Nem vale a pena comentar". acrescentou. O porta-voz reiterou que a China "também é vítimas de ataques de hackers, e vai se opor a qualquer forma de crime cibernético, inclusive o hackeamento".

Os ataques cibernéticos se somam a uma longa lista de atritos entre Estados Unidos e China, que incluem também questões de direitos humanos, política cambial e as relações com Taiwan.

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