China registra quatro casos de gripe aviária em um mês

Jovem de 16 anos morreu após contrair doença, o que se dá no contato com aves

Efe e Associated Press

20 de janeiro de 2009 | 04h21

Um estudante de 16 anos que faleceu após contrair gripe aviária é o quarto caso registrado neste mês na China. Destas pessoas afetadas pelo vírus H5N1, três já morreram, informou nesta terça-feira, 20, a agência de notícias local Xinhua.   Da província central de Hunan, o estudante adoeceu em 8 de janeiro quando se encontrava em Guizhou, no sudoeste do país, segundo informou um funcionário da secretaria de saúde de Hunan. A mesma fonte conta que o jovem teve contato com aves.   Como o vírus fica mais ativo em baixas temperaturas é mais fácil de contraí-lo nesta época, afirma Shu Yuelong, especialista do Centro Nacional para Controle e Prevenção de Doenças chinês. A gripe aviária é transmitida de aves para humanos e já matou cerca de 60% dos quase 400 casos registrados desde 2003 em todo o mundo.   O ministro da Agricultura disse que está requerendo monitoramento de doenças em todos os níveis e vacinação apropriada para todos os frangos. Isso também será acentuado no país todo e nas fronteiras. Outro fator que pode propiciar o surgimento do vírus são as festas populares chinesas. O Ano Novo Lunar é o maior feriado nacional do país e com o começo na próxima semana, a previsão é que 188 milhões de pessoas viajem entre as cidades e as localidades rurais.   "Com o Novo Ano Lunar se aproximando, o volume de comércio de frangos vivos está crescendo, e o risco de uma epidemia é crescente", disse o ministro em uma declaração oficial postada na última segunda-feira em seu website.   Pratos preparados a partir de galinhas e patos mortos na hora são característicos na celebração. Isso significa um potencial risco de exposição de aves doentes assim como pessoas nos mercados de aves ou quando os pássaros são transportados para serem vendidos, disse o escritório regional de Beijing da Organização Mundial da Saúde.   A OMS já advertiu que caso seja produzida uma mutação do vírus em humanos, a enfermidade poderia converter-se em uma epidemia internacional.  

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