Centro de controle de enfermidades/Divulgação
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China registra surto de gripe aviária em meio à escalada do coronavírus

País abateu mais de 17 mil aves para conter avanço do vírus mortal para humanos

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2020 | 00h38

Em plena onda de expansão do novo coronavírus, que já matou 361 pessoas na China, o governo do país asiático relatou um forte surto de gripe aviária H5N1 em uma fazenda na Província de Hunan, na fronteira com Hubei, cuja capital é Wuhan. De acordo com um comunicado divulgado no sábado à noite pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, o surto está localizado em uma fazenda localizada no distrito de Shuangqing, na cidade de Shaoyang, onde 4,5 mil galinhas morreram, de um total de 7.850. As autoridades locais mataram 17.828 aves após o surto.

O vírus da influenza aviária H5N1 causa doenças respiratórias graves em aves e é contagioso para os seres humanos, embora, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), seja possível, mas difícil, transmitir a influenza aviária de pessoa para pessoa. O contágio em humanos geralmente ocorre em pessoas que têm contato com pássaros por um longo tempo. Não há registros de infecções em humanos até o momento. 

A gripe aviária é muito agressiva para seres humanos, com uma taxa de mortalidade superior a 50%, muito alta em comparação à Síndrome Respiratória Aguda (Sars), que tem letalidade de 10% ou ao novo coronavírus. O vírus foi detectado pela primeira vez em 1996 em gansos na China. 

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Entre 2003 e 2019, a OMS relatou um total de 861 casos confirmados de H5N1 em humanos, em todo o mundo, entre os quais 455 morreram. Na China, houve 53 casos humanos de infecção por gripe aviária, nos últimos 16 anos, e um total de 31 mortos. 

Coronavírus

O novo coronavírus causou no domingo, 2, a primeira morte fora da China, um chinês de Wuhan que estava nas Filipinas. Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há casos de infecção confirmados em 24 outros países, com novas notificações na Rússia, Suécia e Espanha. / EFE e AGÊNCIA BRASIL

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