China suspende tratamentos não aprovados com células-tronco

Hospitais e clínicas têm oferecido terapias com pouca ou nenhuma evidência científica para o tratamento de doenças como câncer e Alzheimer

Reuters,

10 de janeiro de 2012 | 09h32

A China ordenou a suspensão de todos os tratamentos e pesquisas não aprovados com células-tronco. O Ministério da Saúde não aceitará novas solicitações de programas usando células-tronco, medida que deve durar pelo menos até julho. A decisão chega quando a China começa um programa de um ano para regular o setor.

Um número crescente de hospitais e clínicas em grandes cidades têm oferecido terapias para o tratamento de doenças como câncer e Alzheimer - tratamentos com pouca ou nenhuma evidência científica, considerados experimentais.

Alguns deles envolvem grandes hospitais onde os pacientes pagam milhares de dólares por terapias que são propagandeadas online, que atraem tanto chineses quanto estrangeiros.

De acordo com pacientes, médicos e parentes, há pouca ou nenhuma melhora, e muitos morreram.

O porta-voz do ministro disse que os médicos e hospitais não poderão cobrar por terapias experimentais.

Cientistas e especialistas em ética médica aprovaram a medida, mas questionaram se as autoridades conseguirão fazer cumprir as novas ordens.

A proliferação de terapias com células-tronco não aprovadas não está restrita à China. Especialistas têm alertado sobre procura de tratamentos em países como México, Índia, Turquia e Rússia, com terapias que não foram submetidas a testes clínicos e não são reconhecidas como tratamento padrão.

Na semana passada, o FDA emitiu um alerta sobre reivindicações sobre células tronco. "é uma notícia positiva porque não há muita regulamentação, o que prejudica a reputação desse tipo de pesquisa", diz David Siu, cardiologista e especialista em células-tronco da Universidade de Hong Kong.

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