Jerome Favre / EFE / EPA
Jerome Favre / EFE / EPA

China suspende viagens em grupo para o exterior; Xi Jinping fala em 'situação grave'

A partir de segunda-feira, 27, as agências de turismo não poderão vender reservas de hotéis ou excursões

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2020 | 14h09
Atualizado 25 de janeiro de 2020 | 21h06

PEQUIM - O governo chinês suspenderá viagens em grupo organizadas para fora da China, para tentar conter o surto causado pelo coronavírus, que já matou 41 pessoas no país, e afeta outras regiões do mundo, anunciou a televisão pública neste sábado, 25.

A partir de segunda-feira, 27, as agências de viagens não poderão vender reservas de hotéis ou excursões, explicou a CCTV. Vários casos de infecção na Ásia, Europa e nos Estados Unidos são de pessoas da China, onde o surto começou em dezembro na cidade de Wuhan, na província de Hubei.

Medidas de isolamento e controle foram intensificadas neste sábado, para impedir a propagação do coronavírus, que causou uma "situação grave", nas palavras do presidente Xi Jinping.

"Enquanto tivermos uma confiança firme, vamos trabalhar juntos - prevenção e tratamentos científicos - com políticas precisas, certamente seremos capazes de vencer a batalha", disse o presidente chinês

O governo enviou o Exército e decidiu construir um segundo hospital de emergência para tratar os infectados por esse vírus, que já chegou, além da China, a outros 13 países.

Restrições de tráfego em Wuhan, coração do surto, alerta máximo em Hong Kong, controles sistemáticos no transporte de norte a sul. A China se esforça para conter o vírus, que já deixou, além dos 41 mortos, cerca de 1.300 infectados.

Mas o vírus se expande e já está presente em quatro continentes. A Europa registrou seus três primeiros casos na sexta-feira, em três pessoas que moram na França e que estiveram recentemente em Wuhan. A Austrália também confirmou quatro casos neste sábado, todos em pessoas que acabaram de voltar da China.

Na Ásia, existem vários países afetados e nos Estados Unidos um segundo caso foi confirmado na sexta-feira.

A China entrou nas últimas horas do Ano do Rato, mas as comemorações do ano-novo foram mínimas e não muito festivas. Nas ruas de Wuhan, uma metrópole de 11 milhões de habitantes, não havia bombinhas nem dragões.

Nos limites da zona proibida, a cerca de 20 quilômetros a leste do centro da cidade, os veículos tentavam atravessar o pedágio de uma rodovia, mas precisavam se virar.

"Ninguém pode sair", repetiu um policial à agência de notícias AFP. A partir de quinta-feira, nem trens nem aviões podem sair da cidade.

Além de Wuhan, quase toda a província de Hubei está isolada do mundo, com cerca de 56 milhões de pessoas confinadas. / AFP

 

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