China vai pesquisar células-tronco a partir da pele humana

A pesquisa é um objetivo prioritário desde os anos 90 para mais de 30 equipes científicas chinesas

Efe,

23 de novembro de 2007 | 03h48

Cientistas chineses reunidos em Pequim para analisar os avanços nos Estados Unidos e Japão decidiram seguir o mesmo caminho dos colegas dos dois países e tentar obter células-tronco a partir da pele humana, sem embriões, informou nesta sexta-feira, 23, a imprensa chinesa. Veja também: Cientistas vêem novo tipo de célula-tronco na menstruação Aplicação da nova tecnologia de células-tronco gera dúvidas Bush comemora criação de células-tronco sem uso de embriões Um grupo de 50 pesquisadores debateu durante três dias as conquistas das duas equipes do Japão e EUA. Eles ressaltaram que a descoberta é "um momento definitivo na história humana", nas palavras de Pei Duanqing, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, citado pelo jornal South China Morning Post, de Hong Kong. O encontro de três dias decidiu que os principais laboratórios de Pequim, Xangai e Cantão compartilharão recursos para desenvolver a revolucionária tecnologia. Segundo Pei, do Instituto de Biomedicina e Saúde de Cantão, a China dominará a tecnologia "em poucos meses" e em seguida organizará seminários para pesquisadores e técnicos de todo o país. "Os cientistas chineses estão finalmente interessados em trabalhar conjuntamente, após décadas de isolamento", comemorou, acrescentando que "uma nova época na história humana chegou e para ser um vencedor o segredo é acumular recursos humanos". A pesquisa de células-tronco é um objetivo prioritário desde os anos 90 para mais de 30 equipes científicas da China. Elas nunca enfrentaram barreiras éticas de países como os EUA na hora de experimentar com embriões humanos. Os especialistas do país, porém, destacam que o novo método é "mais simples e barato, acessível a quase todos os laboratórios do país", segundo Liu Yuxin, do Laboratório Estatal de Biologia Reprodutiva.

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