Instagram/Emilia via Reuters - 25/01/2020
Instagram/Emilia via Reuters - 25/01/2020

Chineses começam a voltar ao trabalho depois de férias prolongadas devido ao surto de coronavírus

Número de mortos pelo vírus passou de 900, superando as mortes por SARS

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2020 | 04h58

Milhões de pessoas na China retornam ao trabalho nesta segunda-feira, 10, após férias prolongadas, uma tentativa de impedir a propagação do novo coronavírus, que já causou mais de 900 mortes no país e preocupa a OMS. Pelo menos 40.000 pessoas na China continental foram infectadas pelo vírus, que se acredita ter surgido no final de 2019 em um mercado na capital da província de Hubei, Wuhan.

E embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) diga que há sinais de que a epidemia está se estabilizando, seu diretor-geral alertou que pode haver mais casos no exterior de pessoas que nunca viajaram para a China. 

Na tentativa de conter o vírus, as cidades de Hubei seguem confinadas e estradas do país foram fechadas para impedir o movimento de milhões de pessoas que geralmente visitam seus parentes durante as férias do Ano Novo Lunar. Oficialmente, essas férias durariam apenas três dias, mas muitas cidades e províncias as estenderam até 10 de fevereiro. Essas medidas sem precedentes transformaram cidades inteiras em lugares fantasmas.

Alguns sinais indicam que o país está voltando ao normal. Nas estradas de Pequim e Xangai, há muito mais tráfego do que nos últimos dias, embora muitas lojas ainda estejam fechadas. A cidade de Guangzhou (sul) informou que o transporte público será retomado a partir de segunda-feira.

Quem volta ao trabalho tem medo. "É claro que estamos preocupados", diz Li, de 25 anos, em um centro de beleza em Pequim, que reabriu na segunda-feira. "Quando os clientes chegam, primeiro medimos a temperatura, depois usamos um desinfetante e pedimos que lavem as mãos". explica

Para Entender

Coronavírus: veja o que já se sabe sobre a doença

Doença está deixando vítimas na Ásia e já foi diagnosticada em outros continentes; Organização Mundial da Saúde está em alerta para evitar epidemia

No entanto, dezenas de milhões de pessoas na província de Hubei não retornam ao trabalho porque, sendo o foco do surto, elas permanecem confinadas. E fora da província em quarentena, muitas empresas limitam o pessoal.

O governo de Xangai sugeriu reduzir as concentrações de pessoas com horários de trabalho escalonados, cortar sistemas de ar  condicionado, evitar refeições em grupo e respeitar uma distância de pelo menos um metro entre colegas de trabalho.

Em Pequim, o Airbnb suspendeu as reservas na cidade até 29 de fevereiro por conta do vísrus. "À luz do novo surto de coronavírus e das orientações das autoridades locais para o setor de aluguel de curto prazo durante esta emergência de saúde pública, as reservas de todas as listagens em Pequim com check-in de 7 de fevereiro de 2020 a 29 de fevereiro de 2020 foram suspensas", disse a empresa em um comunicado por e-mail.

A decisão foi apenas para Pequim, disse um porta-voz da Airbnb China, acrescentando que a empresa avalia a situação e trabalha para cumprir as orientações das autoridades locais. /AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.