Abbas Dulleh/AP
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Chineses contribuem pouco no combate ao Ebola, diz ONU

Programa Mundial de Alimentos criticou corporações e bilionários do país asiático, que é o maior investidor da região afetada pelo vírus

O Estado de S. Paulo

20 Outubro 2014 | 13h39

PEQUIM - O Programa Mundial de Alimentos, agência da Organização das Nações Unidas (ONU), criticou nesta segunda-feira, 20, a postura das corporações e dos bilionários da China no combate ao surto de Ebola na África Ocidental. Segundo a instituição, as contribuições chinesas têm ficado para trás apesar dos laços econômicos do país com a região afetada pelo vírus.

Cerca de 1 milhão de chineses vivem na África, sendo 10 mil em Serra Leoa, Guiné ou Libéria - principais áreas afetadas pelo surto que já vitimou mais de 4.500 pessoas de acordo com os últimos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para combater a doença, a China contribuiu com cerca de US$ 40 milhões (cerca de R$ 98 milhões), dos quais US$ 6 milhões (cerca de R$ 14,5 milhões) foram destinados ao Programa Mundial de Alimentos.

"Onde estão os bilionários chineses e seu potencial impacto? Por que este é o momento em que eles poderiam realmente ter um grande impacto", disse Brett Rierson, representante da organização na China. "Você pode perguntar o mesmo ao setor empresarial (chinês), que é o maior investidor na África Ocidental no momento."
A Sihuan Pharmaceutical Group Holdings Ltd., fabricante chinesa de medicamentos que tem ligações com os militares, enviou à África milhares de doses de uma droga experimental contra o Ebola e está planejando testes clínicos no continente.

A China também mandou centenas de trabalhadores da área humanitária à África para ajudar na assistência às vítimas.

Dudley Thomas, o embaixador da Libéria na China, disse que seu país conseguiu uma doação de U$ 100 mil (R$ 246 mil) de uma grande empresa de construção chinesa, que tem projetos no país, mas pouca coisa além disso.

De acordo com Mao Qun'an, porta-voz da Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar da China, além de enviar ajuda aos países afetados, a nação tem treinado médicos em hospitais públicos no tratamento dos casos de Ebola./REUTERS

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