Chuvas trazem preocupação com aumento da dengue na Baixada Santista

A partir de março, Guarujá - recordista de casos na região - atenderá em tendas improvisadas

Zuleide de Barros, de O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2011 | 19h35

SANTOS - Só no Guarujá, foram confirmados 9.511 casos de dengue e 27 mortes no ano passado, número que tornou a cidade recordista da doença em toda a região metropolitana da Baixada Santista.

Esse quadro obrigou o município a adotar, a partir de março deste ano, uma série de medidas - como o atendimento em tendas improvisadas - para acolher a maior quantidade possível de pacientes que procuram os postos de saúde.

Até agora, nenhum caso suspeito foi notificado no Guarujá, mas nem por isso as autoridades sanitárias não se preocupam mais com o problema. Prova disso é o aumento da vigilância aos eventuais focos do mosquito Aedes aegypti.

Em Santos, a Secretaria Municipal da Saúde encerrou 2010 com 8.020 casos de dengue e 23 óbitos - o maior número de doentes foi registrado na primeira quinzena de março. A última confirmação do ano ocorreu no fim de setembro.

Embora o contágio tenha sido baixo a partir dessa data, a administração municipal não se descuidou da prevenção. Em dezembro, foi promovida uma série de mutirões previstos dentro do Plano de Intensificação das Ações de Prevenção e Controle da Dengue 2010/2011. Cerca de 150 agentes de controle continuam percorrendo os bairros.

"Embora o contágio esteja baixo, a população não deve se esquecer das medidas preventivas", alertam os médicos da Vigilância Epidemiológica, lembrando que principalmente após as chuvas é importante evitar o acúmulo de água limpa e parada em pneus, garrafas, caixas d´água destampadas, bandejas de geladeiras, pratos de plantas ou ralos.

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