Joel Saget/AFP
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Cidade da França treina cachorros para detectarem o coronavírus

Ideia do projeto é que os animais identifiquem a presença do vírus da covid-19 por meio do cheiro

Redação, AFP

14 de maio de 2020 | 16h46

FRANÇA - Na tentativa de conter o avanço da covid-19, até mesmo cachorros viraram uma ferramenta para detectar a presença do vírus. Na região da Córsega, na França, os animais estão sendo treinados para identificar o coronavírus por meio do cheiro. Veterinários e bombeiros estão à frente da operação.

A ideia partiu do professor Dominique Grandjean, da Escola Nacional de Veterinária de Alfort. Seis cachorros da raça pastor belga malinois e uma cadela Cursinu, geralmente usados nas buscas de pessoas desaparecidas ou enterradas, participam da missão.

A Prefeitura da Córsega do Sul, a Agência de Saúde Regional da Córsega e dois hospitais locais dão suporte ao projeto de Grandjean. De acordo com Jean-Luc Pesce, diretor de um dos hospitais, é necessário encontrar métodos confiáveis de triagem. “Precisamos cruzar as informações do teste PCR, que tem confiabilidade de 70%, com outras fontes”.

O objetivo é endossado por Aymeric Bernard, veterinário chefe e consultor técnico de cães do Serviço de Resgate e Incêndio que participa do projeto. “Se conseguirmos validar esse experimento, podemos fornecer uma solução complementar aos testes que já existem para detectar a doença”, afirmou à AFP.

Os hospitais de Ajaccio forneceram cerca de 50 amostras que estavam abaixo das axilas de pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus. Após esterilizá-las, os pesquisadores as colocam próximas ao brinquedo favorito do cachorro. O animal precisa inalar a amostra antes de pegar o brinquedo.

Em seguida, a amostra é deixada em outro lugar da sala. Assim, o cão precisa indicar que sentiu o cheiro do vírus — nos casos em que for detectado — para recuperar novamente seu brinquedo preferido.

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