Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Cidade de São Paulo registra apenas uma morte por covid-19 em 24 horas

Secretaria Municipal de Saúde considera o número como simbólico e especialistas apontam que a maior responsável pelo controle da pandemia é a vacina

Luiz Henrique Gomes, especial para o Estadão

04 de novembro de 2021 | 20h48

A cidade de São Paulo registrou nesta quinta-feira, 4, apenas uma morte por covid-19 nas últimas 24 horas. “É um fato fantástico que mostra o controle da pandemia e a eficácia da vacina”, declarou o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, ao Estadão.

Os dados podem ser revistos, já que alguns óbitos levam mais tempo para serem confirmados, mas a Secretaria Municipal de Saúde considera o número como simbólico. Em março deste ano, no pior momento da pandemia, a cidade chegou a registrar 387 óbitos em 24 horas, recorde desde o início da pandemia. “Chegamos a ter a média móvel de 247 óbitos e uma ocupação de 95% dos leitos”, relembra Aparecido.

Especialistas apontam que a maior responsável pelo controle da pandemia é a vacina. Hoje, 94,28% da população adulta de São Paulo está vacinada com as duas doses. A cidade também avança com a imunização dos adolescentes de 12 a 17 anos. Toda população desta faixa etária que reside na capital paulista já tomou a primeira dose, de acordo com o boletim da secretaria municipal de saúde.

Apesar de ter começado a vacinar depois de outras grandes cidades do mundo, como Nova York, Berlim e Madri, a capital paulista contou com uma maior adesão da população e conseguiu avançar com a imunização mais rápido. “A capacidade de vacinação, com a capilaridade do Sistema Único de Saúde, e a confiança do brasileiro em vacinas foram essenciais para o estágio atual de controle da pandemia em São Paulo e no Brasil”, avalia Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm).

A média móvel de mortes causadas por covid-19 vem em queda na cidade há algumas semanas. Atualmente, São Paulo vive o menor patamar desde o início da pandemia, com a média de mortos em sete dias em 3,86. As internações também caíram e a ocupação de leitos de UTI chegou na quarta-feira a 33% dos 563 em operação.

No pior momento da pandemia, a cidade chegou a ter 1,4 mil leitos de UTI exclusivos para casos graves da doença e 95% ficaram ocupados. A vacinação já estava em andamento, mas somente idosos acima de 70 anos e profissionais de saúde haviam tomado a segunda dose.

Apesar da melhora, especialistas não consideram que a pandemia chegou ao fim. Com surtos do vírus observados em outros países e a possibilidade do surgimento de novas variantes, a continuidade de medidas como o uso de máscara, por exemplo, é vista como necessária. “Esse uso deveria continuar sendo incentivado, já que as máscaras não trazem nenhum prejuízo”, disse Renato Kfouri.

Na avaliação do secretário Edson Aparecido, medidas de controle sanitário foram essenciais junto com a vacina para o controle da pandemia. “Hoje, a maior parte das infecções acontecem no ambiente familiar, que é onde menos se usa máscara”, declarou.

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