Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Cidade de SP identifica primeiro caso da subvariante BA.2 da Ômicron

Caso é o sétimo identificado no Brasil e foi detectado em morador de Santo André no dia 28 de janeiro; linhagem rapidamente se tornou dominante na Dinamarca e parece ser mais contagiosa que a BA.1, primeira identificada

Luiz Henrique Gomes, especial para o Estadão

07 de fevereiro de 2022 | 19h02

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo confirmou nesta segunda-feira, 7, a primeira infecção da linhagem BA.2 da variante Ômicron do coronavírus. O exame foi realizado no dia 28 de janeiro em um morador de Santo André, na Grande São Paulo, que utiliza os equipamentos de saúde da capital paulista. O paciente afirmou à secretaria que não viajou recentemente.

Segundo a pasta, o infectado está vacinado com as duas doses da vacina contra a covid-19 e apresentou sintomas leves da doença. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde informou que nenhum familiar do cidadão adoeceu.

Este é o sétimo caso conhecido da variante BA.2 da Ômicron no Brasil. Os outros seis casos foram identificados em Guarulhos e Sorocaba, ambos em São Paulo, no Rio de Janeiro (2 casos) e em Santa Catarina (1 caso). Identificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 7 de dezembro, essa linhagem passou a chamar a atenção a partir da metade de janeiro por ter se tornado predominante na Dinamarca.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, essa linhagem tem mais de 40 mutações em relação à variante Ômicron BA.1, identificada na África do Sul e que hoje é responsável por quase 96% dos casos de covid-19 no Brasil. No mundo, desde que foi identificada pela OMS, a BA.2 foi detectada em mais de 50 países.

Na Dinamarca, estudos preliminares do do Statens Serum Institut (SSI), principal autoridade de doenças infecciosas do país, indicaram que a linhagem pode ser 1,5 vezes mais infecciosa que a BA.1. Porém, a análise inicial do instituto não identificou diferença no risco de internação.

Diferente da variante Ômicron com a Delta, o subtipo não apresenta mutações na estrutura genética que a distinguem de maneira relevante da linhagem identificada na África do Sul. Por isso, é considerada uma “irmã” da BA.1 e não é classificada até o momento como uma nova variante de preocupação.

Para especialistas ouvidos pelo Estadão, a aparição da subvariante e a sua prevalência mostra um comportamento esperado dos vírus, que sofrem contínuas mutações. Isso aconteceu anteriormente com outras variantes (a Delta tem mais de 120 linhagens identificadas pelos cientistas, por exemplo) e vai continuar acontecendo com a Ômicron. No entanto, não significa necessariamente que todos os subtipos vão causar um impacto na saúde pública, como causou a Gama, a Delta e, agora, a Ômicron.

Monitoramento

Segundo a prefeitura de São Paulo, a detecção deste novo caso foi feito através do sequenciamento genômico em parceria com o Instituto Butantan, que recebe semanalmente um quantitativo de amostras positivas para a covid-19. Segundo o município, 100% das amostras sequenciadas nas últimas semanas em São Paulo são da variante Ômicron.

 

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