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China suspende voos e trens em cidade onde começou surto de coronavírus

Doença já causou 17 mortes no país asiático; aproximação com festas do ano-novo chinês preocupa autoridades

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 18h04

SÃO PAULO - As autoridades da China decidiram fechar nesta quarta-feira, 22, todos os transportes em Wuhan, cidade de 11 milhões de habitantes onde começou o surto do coronavírus, que já tem 17 mortos e mais de 540 infectados no país asiático. O governo vai impedir qualquer saída, até novo informe público, exceto por motivos especiais. Estão incluídos na medida o aeroporto, a estação de trem, os transportes públicos urbanos, o metrô, o ferry e as viagens de longa distância. 

O governo local já havia alertado moradores para evitarem grandes aglomerações. Autoridades alertaram que o vírus pode sofrer mutações, complicando esforços para conter o avanço da doença em meio ao período mais agitado de viagens no calendário chinês. A estimativa é de que 400 milhões de  se desloquem a partir de sábado, 25, por causa do ano-novo chinês. 

Os primeiros casos de coronavírus foram reportados em dezembro em Wuhan, região da China central. Os sintomas da nova infecção são febre e fadiga, acompanhados de tosse seca e, em muitos casos, de dispneia (dificuldade de respirar). Também já foram registrados casos no Japão, na Coreia do Sul, na Tailândia e nos Estados Unidos.

No Brasil, a Secretaria de Saúde de Minas reportou uma possível infecção em Belo Horizonte, mas o Ministério da Saúde disse que o caso não se enquadra nos protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS). México e Colômbia também informaram nesta quarta investigar casos suspeitos de coronavírus.  Em todo o mundo, aeroportos têm aumentado seus mecanismos de vigilância para evitar maior propagação da doença.

A OMS vai se reunir nesta quinta-feira, 23, para decidir se declara emergência mundial por causa do vírus e que outras providências podem ser tomadas. /AGÊNCIAS INTERNACIONAIS


 

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