Cidades de SP ganham acesso online a resultados de exames de saúde pública

A partir de dezembro, profissionais poderão ver dados de doenças como dengue, hepatite e gripe A

estadão.com.br

16 Novembro 2010 | 19h08

SÃO PAULO - Os municípios paulistas ganham, a partir de dezembro, acesso online a exames de saúde pública, como dengue, febre amarela, hepatites, meningites, tuberculose, gripe A e leishmaniose, entre outros. O sistema, oferecido pelo Instituto Adolfo Lutz, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, vai acelerar o trabalho de vigilância epidemiológica e controle de doenças em São Paulo.

Por meio de login e senha, os profissionais das vigilâncias epidemiológicas municipais e dos hospitais públicos poderão acessar os resultados dos exames, a partir da análise das amostras de sangue e urina encaminhadas aos laboratórios do instituto.

A ferramenta acaba com a necessidade de deslocamentos para entrega de diagnósticos ou envio de laudos pelo correio. O sistema também vai beneficiar a vigilância epidemiológica de outros Estados para os quais o Adolfo Lutz é referência.

"Essa ferramenta certamente vai proporcionar o aperfeiçoamento da transmissão de informações importantes aos serviços de vigilância epidemiológica em todo o Estado, contribuindo para a rápida tomada de decisão em relação a medidas de controle e bloqueio de doenças", afirma a diretora do instituto, Marta Salomão.

O Adolfo Lutz realiza cerca 1 milhão de exames por ano, ajudando no monitoramento de surtos e epidemias no Estado de São Paulo e em todo o Brasil. Desde 2007, desenvolveu testes rápidos para diagnóstico de caxumba, meningites e coqueluche, além de técnicas para genotipagem (identificação do tipo de vírus) de dengue, hantavírus, sarampo, hepatite B, hepatite C, influenza, enterovírus e rubéola, e de técnicas avançadas para detectar marcadores moleculares de resistência para tuberculose, enterobactérias e fungos.

Com orçamento de R$ 12,5 milhões anuais, o instituto conta hoje com cerca de 900 profissionais, entre 144 técnicos de laboratórios, 263 pesquisadores e 61 biologistas. Além do prédio central, 11 laboratórios regionais fazem exames de forma descentralizada no litoral e no interior do Estado.

O Sistema de Informação e Gestão via web do Adolfo Lutz foi desenvolvido pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp). Para a implantação do projeto, a secretaria reestruturou toda a rede de informática do instituto.

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