Cientista exposta ao Ebola sobrevive após vacina experimental

Alemã havia perfurado o dedo com uma agulha contaminada, acidentalmente; seu sangue vserá analisado

Associated Press,

02 Abril 2009 | 14h36

Uma pesquisadora que havia sido exposta ao vírus letal Ebola e em seguida recebeu uma vacina experimental chegou viva e saudável ao final do período de incubação da doença, de 21 dias, informa a empresa alemã onde ela trabalha.

 

Stephan Guenther, chefe do laboratório onde a cientista de 45 anos trabalhava, disse que ela está prestes a receber alta de um hospital na cidade de Hamburgo.

 

"Acreditamos que ela superou tudo", disse ele. "Foram três semanas. Esta é uma estimativa muito conservadora para Ebola".

 

A cientista, cuja identidade não foi revelada, conduzia experimentos em camundongos quando uma agulha escapou e picou-lhe o dedo, mesmo através de três camadas de luvas protetoras. Em menos de 48 horas, ela recebeu uma vacina experimental para  a doença, que nunca havia sido testada em seres humanos.

 

Não está claro se a vacina salvou a mulher, ou se ela nem sequer foi infectada no acidente.

 

Guenther disse que pesquisadores analisarão o sangue da mulher em busca de anticorpos, numa tentativa de determinar se eles teriam vindo todos da vacina ou se o organismo da mulher teria produzido alguns próprios, o que seria sinal de que ela tinha se infectado.

 

A febre hemorrágica Ebola, que ocorre principalmente na África, é uma das doenças mais temidas do mundo.

 

Ela começa com sintomas semelhantes aos da gripe, seguidos por diarreia com sangue e vômitos. Dias mais tarde, a vítima começa a sangrar pelo nariz, boca e olhos. Dependendo da cepa do vírus, a mortalidade pode chegar a 90%. Até agora, não há cura conhecida. A doença se dissemina pelo contato com secreções ou sangue de uma pessoa contaminada.

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