Cientista que pesquisava a peste morre de infecção

Embora cepa não fosse considerada prejudicial, pesquisador desenvolveu peste septicêmica

Reuters,

21 Setembro 2009 | 16h09

Funcionários de saúde pública estão investigando a morte de um pesquisador da Universidade de Chicago que estudava a bactéria da peste e foi encontrado com o micróbio em seu sangue, disseram representantes da universidade nesta segunda-feira, 21.

 

Malcolm Casadaban, que morreu no dia 13 de setembro, estava pesquisando uma cepa enfraquecida da bactéria da peste Yersinia pestis. Porque não tinha proteínas importantes, a variante não era considerada prejudicial.

 

O porta-voz do centro médico, John Easton, disse que Casadaban tinha a cepa laboratorial da Yersinia pestis em seu sangue, sugerindo que ele tenha pegado uma forma de infecção conhecida como peste septicêmica, que pode matar antes mesmo dos sintomas começarem.

 

"Esse organismo tem sido estudado em laboratório há mais de 40 anos. Essa é a primeira vez que isso aconteceu", disse Kenneth Alexander, especialista em doenças infecciosas.

 

As autoridades encontraram cerca de 100 pessoas que tiveram contato com o pesquisador. Elas estão recebendo antibióticos por precaução, mas ninguém mais adoeceu.

 

Cientistas estão estudando se a bactéria sofreu uma mutação e se tornou mais perigosa, mas aparentemente não foi isso o que ocorreu. A explicação mais provável, segundo Alexander, é que o pesquisador tivesse uma vulnerabilidade genética à bactéria, como o excesso de ferro no sangue.

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