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Cientista quer revolucionar tratamento de diabetes com pâncreas artificial

Órgão artificia responderia aos níveis de açúcar no sangue

Efe

17 de setembro de 2010 | 12h07

LONDRES - Uma cientista britânica desenvolveu um pâncreas artificial que pode revolucionar o tratamento do diabetes, já que permitiria acabar com as injeções diárias que os diabéticos precisam para controlar os níveis de glicose.

 

O pâncreas artificial, que ainda sendo está submetido a exames pré-clínicos, foi criado pela professora Joan Taylor, da Universidade de Montfort, em Leicester (Inglaterra).

 

A insulina produzida por pessoas com diabetes não consegue regular os níveis de açúcar, o que provoca sérias complicações para o organismo. Algumas pessoas que têm a doença sequer produzem o hormônio.

 

O órgão artificial, segundo informação do jornal britânico "The Times", tem uma carcaça de metal que é mantida em seu lugar por uma barreira de gel, e responde aos níveis de açúcar no sangue, já que gera insulina quando é necessário.

 

O órgão poderia ser implantado entre a última costela e o quadril e recheado de insulina a cada poucas semanas.

 

"Acredito que podia utilizar certa proteína (que não especifica) para criar um gel que pudesse reagir à glicose. Quando é exposto aos fluidos do corpo ao redor dos órgãos internos, o gel reage de acordo com a quantidade de glicose presente", explicou a cientista.

 

"Os altos níveis fazem com que o gel se abrande e libere insulina na corrente sanguínea", acrescentou.

 

Segundo o "The Times", se os testes forem bem-sucedidos, o pâncreas artificial seria uma solução simples e barata para os diabéticos.

 

A cientista disse que o órgão não tem pilhas e não seria visível na superfície da pele.

 

Taylor e sua equipe de colaboradores acreditam que vão passar com sucesso pelos testes clínicos nos próximos anos e, caso tenha bons resultados, o órgão artificial estaria disponível dentro de entre cinco e dez anos.

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