Cientistas acham fósseis de embriões com 280 milhões de anos no Brasil

Fósseis de répteis pré-históricos e aquáticos, denominados mesosauros, são 60 milhões de anos mais velhos que os registrados até agora

Efe,

03 de abril de 2012 | 16h35

 Uma equipe de cientistas franceses descobriu no Brasil e Uruguai alguns fósseis de embriões de répteis com aproximadamente 280 milhões de anos, informou nesta terça-feira, 3, o Centro Nacional francês de Pesquisas Científicas (CNRS).

Os embriões destes répteis pré-históricos e aquáticos, denominados mesosauros, são 60 milhões de anos mais velhos que os que haviam sido registrados até agora.

Além disso, o estudo, publicado na revista científica "Historical Biology", apresenta novas informações sobre o modo de reprodução dos mesosauros, embora não chega a esclarecer se os mesmos eram vivíparos (quando embrião se desenvolve dentro da fêmea) ou ovíparos (se desenvolvem em um ovo).

Os paleontólogos do CNRS, do Museu de História Natural da França e da Universidade Pierre e Marie Curie de Paris estudaram as espécimes em gestação e demonstraram que os mesosauros que povoavam este território (o município de Iratí, no Paraná) armazenavam os embriões no útero durante a maior parte do desenvolvimento embrionário e, por isso, acham que podem se tratar de exemplares vivíparos.

Em Mangrullo, no nordeste do Uruguai, e também na bacia do Paraná, a mesma equipe de cientistas encontrou 26 espécimes de mesosauros adultos, todos associados a embriões e seres que datam da mesma época que os fósseis encontrados no Brasil.

O achado "é difícil de ser catalogado, mas provavelmente se trata, na maior parte dos casos, de embriões no útero, o que reforça a tese de que os mesosauros eram vivíparos", explicaram os cientistas do CNRS.

Os especialistas, no entanto, também encontraram um ovo isolado que coloca em dúvida a opção do viviparismo e indica que os mesosauros do Uruguai botavam ovos em um estado avançado de desenvolvimento. Por conta desta descoberta, a tese da oviparidade não foi descartada.

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