Cientistas americanos decifram 95% do genoma do gato

Trabalho é importante porque gatos sofrem com várias doenças que têm similar entre seres humanos

Associated Press,

31 de outubro de 2007 | 19h08

Uma gata chamada Cinnamon acaba de entrar para a história: pesquisadores decodificaram cerca de 95% de seu DNA, um avanço que poderá ajudar na busca por tratamentos para várias doenças que afligem seres humanos.   O trabalho, que será publicado na edição de novembro da revista Genome Research, inclui os felinos no clube de mamíferos cujo genoma é conhecido ao todo ou em boa parte - e do qual fazem parte cães, chimpanzés, ratos, camundongos, vacas e pessoas.   Gatos são uma adição valiosa à lista porque são suscetíveis a mais de 200 doenças que se assemelham a moléstias humanas, e conhecimento sobre a estrutura genética desses animais poderá ajudar na busca por vacinas e tratamentos, dizem os pesquisadores. A lista inclui versões felinas de Aids, Sars e diabete, disse Stephen J. O'Brien, do Instituto Nacional do Câncer dos EUA e um dos autores da decodificação do gato.   Resultados mais completos que os anunciados agora devem surgir em 2008, afirma ele.   Gatos, assim como seres humanos, têm um genoma completo de quase 3 bilhões de bases de DNA. Decodificar o genoma significa determinar a ordem dessas bases.   O novo trabalho identificou 20.285 genes no gato. Estima-se que uma pessoa tenha entre 20 mil e 25 mil genes.

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