Cientistas britânicos reconhecem seis tipos de câncer de mama

Para pesquisadores, descoberta permite o desenvolvimento do tratamento adequado para cada tipo da doença

02 de outubro de 2007 | 11h12

Pesquisadores britânicos identificaram seis tipos de câncer de mama, informou nesta terça-feira uma reportagem do jornal The Independent. A doença, que afeta 41 mil mulheres anualmente só no Reino Unido, "é o tipo mais comum, mas nem todos os cânceres de mama são iguais", afirma o jornal.   Segundo o estudo, cada um dos seis tipos da doença reconhecido oferece variados índices de sobrevivência. O grupo, formado por pesquisadores da Universidade de Nottingham, acredita que a descoberta poderá ajudar os médicos a fornecerem diagnósticos mais precisos aos pacientes, assim como encaminhá-los aos tratamentos mais adequados.   O estudo analisou 25 tipos de proteínas presentes nos tecidos de pacientes com câncer e as dividiu em grupos relacionados ao tempo de sobrevivência do paciente. O resultado mostrou que dois tipos da doença dão grande longevidade e um outro apresenta curto tempo de vida.   Cerca de 80% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama no Reino Unido sobreviveu pelos últimos cinco anos, principalmente aquelas que descobriram a doença ainda em estágio inicial.   A pesquisa também revelou tratamentos específicos para cada um dos seis tipos da doença, baseados em terapia hormonal, desde o tratamento com coquetéis leves até quimioterapia pesada. Os tratamentos hormonais foram recomendados para 60% entre os 1.076 casos analisados.   Outros 40% dos casos estudados não se encaixaram entre os seis tipos de câncer reconhecidos e merecem estratégias de combate diferenciadas, diz o Independent.   Andy Green, que liderou a pesquisa, afirmou que o grupo está "bastante empolgado com os resultados", embora ainda esteja preocupado com a parcela dos cânceres de mama desconhecidos. "Sabemos que a doença é bastante variável e um de nossos objetivos é desenvolver tratamentos para distingui-los. O problema são os outros 40% que não conseguimos reconhecer e não pudemos descobrir o melhor método de combate."   Os melhores índices de sobrevivência foram observados em mulheres com câncer de mama com estrogênio positivo, reconhecido em três de cada seis tipos do problema, dos quais 90% das infectadas sobreviveu por mais de 10 anos.

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