Cientistas buscam limite do uso de DNA humano em animais

Já se tentou cultivar órgãos humanos em animais, para produzir uma fonte de material para transplantes

Associated Press,

10 de novembro de 2009 | 16h22

Pesquisadores britânicos começaram nesta terça-feira, 10, a analisar como o DNA humano é usado em experimentos com animais, e a determinar quais os limites desse tipo de pesquisa polêmica.

 

Embora especialistas venham misturando DNA humano e animal há anos - como substituir genes animais por genes humanos, ou fazer crescer órgãos humanos em animais - pesquisadores da Academia de Ciências Médicas querem garantir que o público tenha consciência do que ocorre nos laboratórios, antes de levar os estudos adiante.

 

"Parece nojento, mas pode valer a pena, se for levar à cura de algo horrível", disse o especialista em células-tronco Robin Lovell-Badge, membro do grupo que está conduzindo a análise.

 

Em uma entrevista coletiva concedida em Londres, Lovell-Badge disse que há dois tipos básicos de experimentos: alterar genes de animais com a introdução de DNA humano ou substituir uma sequência animal específica por seu equivalente em seres humanos.

 

Cientistas também já tentaram cultivar órgãos humanos em animais, para produzir uma fonte de material para transplantes - como um camundongo, em cujas costas brotou uma orelha humana. "Há bons motivos para fazer isso, mas é algo que pode incomodar algumas pessoas", disse ele.

 

Dois anos atrás, uma controvérsia irrompeu no reino unido quando cientistas anunciaram um plano para criar embriões humanos a partir de óvulos vazios de vacas e lebres. Críticos condenaram a mistura de DNA humano e animal, mesmo com a garantia de que os embriões seriam destruídos após 14 dias.

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