Cientistas criam 'fígado virtual' para auxiliar operações

Simulação auxilia cirurgiões a decidir se devem ou não operar um paciente

Efe,

05 de janeiro de 2012 | 10h27

 Com fundos da União Europeia (UE), uma equipe de cientistas e cirurgiões europeus desenvolveu um "fígado virtual" para ajudar a planejar melhor as operações para retirada de tumores, o qual também poderá aumentar as probabilidades de recuperação dos pacientes.

Intitulado PASSPORT (Simulação específica de pacientes e formação pré-operatória realista), o projeto foi desenvolvido para auxiliar os cirurgiões com um serviço que os ajuda a decidir se devem ou não operar um paciente, informou nesta quinta-feira, 5, a Comissão Europeia (CE).

Com o uso do "fígado virtual", os cirurgiões poderão ver exatamente onde se encontra o tumor no paciente e, principalmente, como deverão intervir para extirpá-lo com sucesso.

Segundo a Comissão Europeia, menos de 50% dos pacientes afetados são submetidos a uma operação cirúrgica, um índice considerado baixo. No entanto, essa porcentagem poderia aumentar com a chegada do "fígado virtual".

Neelie Kroes, vice-presidente da Comissão Europeia e comissária europeia da Agenda Digital, afirmou que a tecnologia desenvolvida pelo projeto PASSPORT "é um marco que melhorará o diagnóstico, as intervenções cirúrgicas e permitirá salvar vidas".

O projeto, que começou em junho de 2008 e foi concluído somente no último mês de dezembro, teve um custo total de 5,5 milhões de euros, dos quais 3,6 milhões vieram de fundos da UE.

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