Ina Fassbender/Reuters
Ina Fassbender/Reuters

Cientistas criam frangos geneticamente modificados para evitar gripe aviária

Epidemia matou milhões de aves na Ásia, África e Europa, além de ter afetado centenas de pessoas

Efe

13 Janeiro 2011 | 17h25

WASHINGTON - Uma equipe de cientistas britânicos realizou mudanças genéticas em frangos para impedir o contágio com o vírus da gripe aviária, uma das maiores ameaças à produção avícola mundial, informou nesta quinta-feira, 13, a revista Science.

Uma epidemia da gripe aviária causou a morte de milhões de frangos, galinhas e outras aves de criação na Ásia, África e Europa, além de ter afetado centenas de pessoas com uma variação do vírus que atinge os humanos.

John Lyall e seus colegas no Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, realizaram experimentos produzindo frangos geneticamente modificados que ainda não estão disponíveis para consumo.

Os pesquisadores manipularam os genes desses animais de modo que suas células produzam um "chamariz" que imita um elemento da gripe aviária. Quando os cientistas infectam as aves com a gripe aviária, elas ficam doentes, mas não contaminam outras.

Dentre os responsáveis pelo financiamento do estudo está o Conselho de Pesquisa de Biotecnologia e Ciências Biológicas do Reino Unido e a empresa avícola Cobb-Vantress.

A epidemia da gripe aviária teve uma grande propagação no final da década de 1990, por meio do vírus H5N1, que é altamente infeccioso e demonstrou uma grande habilidade para sofrer mutações.

O vírus não só contagiou dezenas de milhões de aves domésticas em dois terços do planeta, mas também sofreu mutação e infectou pessoas em diversos países, como Coreia do Sul, Vietnã, Japão, Tailândia, Camboja, Laos, Indonésia, China, Malásia e Rússia.

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