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Cientistas criam 'molécula olímpica'

Pesquisadores britânicos criam molécula cujo formato remonta aos cinco anéis olímpicos

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28 de maio de 2012 | 09h54

Cientistas da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, criaram a "olimpicênia", uma molécula sintética cujo formato remonta aos cinco anéis do símbolo olímpico.O grupo trabalhou em parceria com uma equipe da IBM Research Zurich, uma unidade de pesquisa da empresa americana na Suíça.

Os cientistas já tinham conseguido criar uma molécula composta de cinco aneis de carbono, em fila, em 2009. Além da criação da molécula sintética, em laboratório, os pesquisadores aprimoraram uma técnica para fotografar a estrutura microscópica.

Graham Richards, ex-chefe do Departamento de Química da Universidade de Oxford e membro do conselho da Sociedade Real de Química, foi o primeiro a ter a ideia de criar uma molécula semelhante ao símbolo dos Jogos Olímpicos.

"Eu estava em uma reunião do comitê da Sociedade Real de Química em que tentamos pensar no que poderíamos fazer para marcar as Olimpíadas. Me ocorreu que uma molécula que eu tinha projetado se parecia muito com os aneis olímpicos, e que isto nunca havia sido feito antes", disse.

Interesse em química

Uma vez que a ideia foi definida, coube aos pesquisadores Anish Mistry e David Fox, de Warwick, colocá-la em prática.

A primeira etapa foi criar uma "receita química" para a molécula e fotografar a estrutura de forma preliminar usando uma técnica chamada microscopia de tunelamento com varredura (STM, scanning tunneling microscopy, em inglês). Mas foi através da microscopia de força não atômica que a imagem da nova molécula finalizada foi feita de forma mais nítida e apurada.

A técnica usa uma molécula de monóxido de carbono como uma "agulha" que pode registrar as estruturas de uma única molécula com resolução inédita. As fotografias mostram o formato de aneis que remontam ao símbolo das Olimpíadas feito com aneis de átomos de carbono.

Richards espera que a criação faça com que mais crianças e adolescentes se interessem pelo estudo de química. "Moléculas desta natureza podem ter um uso comercial, mas minha sensação é de que, acima de tudo, o que queremos é despertar um interesse em química provocado pelo link entre a criação e as Olimpíadas", disse.

 

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